02/02/2011

A nova Secretaria de Energia de São Paulo

“Uma gestão inovadora, ousada, eficiente e atenta aos interesses da sociedade”, assim o novo secretário de Energia do estado de São Paulo, José Aníbal, definiu a tarefa confiada a ele pelo governador Geraldo Alckmin.

São Paulo tem a matriz energética mais limpa do mundo. Dos quase 20 mil MW de energia elétrica gerada pelo estado, quase 15 mil MW são produzidos praticamente sem custo ambiental por hidroelétricas. Só a CESP produz, hoje, 10% da eletricidade do Brasil. O desafio é aumentar a oferta de energia para sustentar o crescimento econômico e elevar a qualidade de vida da população. Isto, claro, sempre cuidando do meio ambiente.

São várias as opções, sobretudo as fontes alternativas e renováveis. A energia eólica, por exemplo, vem se tornando cada vez mais competitiva. Na
próxima década, deverá crescer 320% só no Brasil.

Outra oportunidade é a geração de energia a partir do bagaço da cana. São Paulo tem potencial para gerar tanta energia quanto a usina de Itaipu, a maior do Brasil. Segundo estudos, a produção a partir do bagaço da cana poderá suprir até 14% do consumo nacional em 2020. Além de aproveitar o resíduo hoje inutilizado, a energia do bagaço da cana tem a vantagem de ser limpa, competitiva e empregadora de tecnologia nacional. Se não bastasse, a safra da cana em São Paulo coincide com a época da baixa nos reservatórios das hidroelétricas, ou seja, há uma perfeita complementaridade entre as duas modalidades, o que aumenta a segurança energética.

Outro projeto ambicioso é a geração de eletricidade a partir do processamento do lixo das grandes cidades. Além de resolver o grave problema da destinação, do transporte e do tratamento do lixo, ainda há produção de energia. Os estudos para a instalação da primeira delas, na região metropolitana da baixada Santita e Litoral Norte, serão concluídos ainda este ano.

Resta ainda grande potencial para PCH’s (Pequenas Usinas Hidroelétricas), os programas de eficiência energética, que diminuem o desperdício, além de toda a cadeia produtiva do Pré-Sal, que vai muito além do gás natural e do petróleo. São Paulo, vale lembrar, também é líder absoluto no quesito linhas de transmissão.

São mais de 100 mil quilômetros, sendo que quase 27 mil quilômetros foram
instalados nos últimos 10 anos. O objetivo é crescer ainda mais, e melhorar
também a distribuição.

Para resumir, as metas traçadas são ambiciosas: conciliar a busca pela excelência com total responsabilidade nos gastos públicos; estabelecer soluções criativas, objetivas e transformadoras; investir em segurança energética promovendo a sustentabilidade; ganhar em produtividade, sem jamais perder de vista que a eficiência de nada vale se não for revertida em qualidade de vida e cidadania.

“Fazer mais e melhor, trabalhar com dedicação e entusiasmo para a melhoria de nossa sociedade. Este é o compromisso de todos nós”, resumiu o secretário José Aníbal. A razão de ser de uma empresa pública é a transformação de seus esforços e de sua capacidade em bem-estar, desenvolvimento e oportunidades. Foi justamente para encarar estes desafios é que o governador Geraldo Alckmin decidiu criar a Secretaria de Energia do Estado de São Paulo. Vamos à luta!