28/03/2011

Secretaria de Energia divulga Matriz Energética 2035

A Matriz Energética do Estado de São Paulo 2005 – 2035 é uma ampla e detalhada pesquisa de projeção de cenários energéticos e sócio-econômicos, cujo objetivo é
orientar as futuras ações de governo e as políticas públicas no estado de São
Paulo para um melhor equilíbrio entre o ritmo do crescimento econômico, a
eficiência energética e a redução de custos econômicos e ambientais.

Elaborado a partir da análise de dados consolidados e de simulações de desempenho em diversas atividades, o estudo toma por parâmetro para a construção de
cenários futuros uma projeção de crescimento médio do PIB do estado da ordem de
3,5% ao ano. A partir deste índice, torna-se viável calcular aproximadamente as
necessidades energéticas do estado em números absolutos, bem como por setor
econômico e por fonte energética, possibilitando ao poder público uma maior
acuidade no planejamento e nos investimentos requeridos.

Na análise global da composição da demanda energética do estado de São Paulo prevista pela Matriz 2035, a demanda de energia, em termos totais, sairá de 51
milhões tOE (2005) para 130 milhões tOE ao final da simulação (2035). A demanda
de eletricidade crescerá em média 1,8% ao ano, enquanto a oferta média aumentará
1,3%. Isto significa que, caso sejam mantidas as perspectivas de crescimento em
3,5% ao ano, São Paulo terá que importar energia elétrica, mesmo com o aumento
da oferta geral de energéticos.

Ainda segundo o estudo, o crescimento do setor de transporte na demanda geral por energia (de 33% em 2005, para 36% em 2035) deverá pressionar a participação do diesel na matriz energética (de 14,9% para 16,3%). Por outro lado, crescerá também a participação de fontes limpas, como o bagaço de cana (de 18,9% para 23,5%), o etanol (4,1% para 7%) e o gás natural (de 6,9% para 10,3%). O consumo industrial deverá atingir quase a metade de todo o consumo de energéticos (48%). Já o residencial deverá cair pela metade (de 8% para 4%), reduzindo participação da eletricidade na matriz (de 19,9% para 13,9%).

Em suma, a projeção de cenários permite ao Governo de São Paulo atuar institucionalmente junto ao Governo Federal para que as demandas futuras sejam equacionadas com mais agilidade e precisão. A exploração de fontes alternativas e dos bens minerais, as prioridades de investimentos, a gestão de políticas públicas voltadas às contingências do próprio ritmo do desenvolvimento econômico, enfim, toda a cadeia de decisões governamentais no setor de energia passam a contar com uma maior previsibilidade e segurança a partir dos subsídios que a Matriz Energética do Estado de São Paulo 2005 – 2035 oferece.