01/06/2011

Governo paulista inicia desassoreamento do rio Pinheiros

Em cerimônia realizada na manhã desta quarta-feira, dia 1º de junho, na Usina Elevatória de Pedreira (zona sul da capital), o governador Geraldo Alckmin e o secretário de Energia de São Paulo, José Aníbal, deram início às obras de desassoreamento do canal do rio Pinheiros. A retirada de sedimentos e rochas do leito do rio é fundamental para o controle de cheias no trecho da bacia que corta a Região Metropolitana de São Paulo.

“Aprendi com meu pai que nos meses sem „R‟, como maio junho, julho e agosto, não tem chuva. É a hora certa de realizar as obras contra as enchentes”, disse o governador Alckmin. A previsão é de que seja retirado 1,5 milhão de metros cúbicos de material, cujo custo, inicialmente orçado em R$ 103 milhões, foi reduzido em mais de R$ 30 milhões no processo licitatório, chegando ao valor final de R$ 71,8 milhões.

A EMAE (Empresa Metropolitana de Águas e Energia) retirou no ano passado 1.512 toneladas (3.780 m3) de lixo das duas usinas elevatórias do rio Pinheiros – a de Pedreira e a de Traição. Para o secretário de Energia de São Paulo, José Aníbal, é inaceitável que os dois principais rios que cortam a capital, Pinheiros e Tietê, sejam motivo de vergonha para os paulistanos. “Essa questão é muito desafiadora. Quem sabe em 10 anos São Paulo não tenha uma grande comemoração a fazer, que seria o rio Pinheiros e o Tietê em condições bem mais razoáveis do que a que temos hoje?”, disse.

A previsão é que, do total de 1,5 milhão de metros cúbicos, 500 mil sejam removidos ainda em 2011, ficando o restante para 2012.