22/06/2011

José Aníbal palestra para jovens no CIEE

 

O secretário estadual de Energia, José Aníbal, participou nesta segunda-feira, dia 20 de junho, do “Seminário sobre Matriz Energética no Estado de São Paulo: situação atual e perspectivas”, que reuniu personalidades empresariais e jovens. Nele foram discutidos os desafios do setor energético para as próximas décadas no Brasil, já que se registra uma crescente demanda pelo insumo e, ao mesmo tempo, exige-se que ele seja gerado a partir de fontes sustentáveis.

O evento foi promovido pelo Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) e pela Associação Comercial de São Paulo, com apoio institucional do jornal O Estado de S. Paulo e do Centro de Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP).

O secretário ressaltou a relevância da participação das energias renováveis na composição da matriz energética do Estado, que correspondem a 57% do total produzido. “Isto é algo realmente extraordinário. Desse montante, a cana tem uma participação de 36% e a energia elétrica proveniente de fontes hidráulicas responde por 17%”, enfatizou Aníbal.

Ao se fazer um comparativo com demais países do mundo, a energia renovável compõe apenas 13% do total de suas matrizes energéticas, o que eleva o Brasil à importante condição produtor de ponta de energia limpa e sustentável.

A Secretaria de Energia do Estado de São Paulo tem se empenhado em promover a geração de energia solar, onde há um enorme potencial a ser explorado, além de estudos para mapear o potencial da geração de energia a partir da fonte eólica. O Governo tem incentivado também a cogeração a partir do bagaço e da palha da cana-de-açúcar.

Aníbal destacou que a meta do Estado é gerar, até 2015, 5,5 mil megawatts (MW) de energia proveniente dos resíduos da cana. Isto corresponde a uma geração média maior do que a prevista para a usina hidrelétrica de Belo Monte, no estado do Pará, e equivalente à produção das duas barragens do Rio Madeira, em Rondônia.

“Ainda vale ressaltar que o custo de geração de energia a partir da biomassa da cana é menor à da nuclear e oferece, por sua vez, risco zero. Por isso, o governo paulista tem implementado uma política de qualificação, investimento e parceria para desenvolver tecnologias para a geração de energia limpa. Isto deve servir de vetor para todo o setor”, declarou o secretário.