04/06/2011

Na ADVB, secretário José Aníbal defende ampliação do investimento em renováveis

Em debate realizado na ADVB (Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing), o secretário de Energia do Estado de São Paulo, José Aníbal, defendeu os investimentos em fontes renováveis no Brasil, “hoje um dos principais fatores de atração do capital externo para o país”. O secretário participou do evento a convite da entidade no dia 4 de julho.

O Brasil tem uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo – 80% da geração de energia é oriunda de hidrelétricas. Segundo Aníbal, no entanto, o grande desafio é manter esta conquista e, ao mesmo tempo, desenvolver tecnologias para que novas fontes, as renováveis, sejam adicionadas ao portfólio energético nacional.

De acordo com o secretário, há um esforço mundial pela geração sustentável de energia, com o menor impacto possível ao meio ambiente. Apenas os países do G20 investirão US$ 1,7 trilhão nesse setor na próxima década. No ano passado, eles cresceram 30% em relação a 2009, totalizando US$ 243 bilhões. “Se formos apenas considerar os dias úteis do ano, chegou-se a aplicar US$ 1 bilhão diariamente em energias renováveis. O desafio é realmente extraordinário”, pontua o titular da pasta de energia estadual.

Já o País, que é líder mundial em potencial para biomassa e PCHs e com seu vasto potencial para gerar energia a partir dos raios solares e do vento, está no sexto lugar do ranking de investimentos em renováveis, com investimentos da ordem de US$ 7,6 bilhões e produção de cerca de 14 gigawatts (GW) em 2010.

No entanto, como o potencial hídrico do Estado de São Paulo já está no limite, é necessário procurar novas possibilidades de geração e, uma das mais promissoras, é a cogeração de energia elétrica a partir da biomassa da cana de açúcar e seus respectivos resíduos.
Sessenta por cento do total de cana que é produzido no Brasil – 600 milhões de toneladas distribuídas em 8,5 milhões de hectares – ficam no Estado de São Paulo, o que caracteriza um considerável campo a ser desenvolvido.

Atualmente, o setor sucroalcooleiro paulista gera 2.600 MW de energia limpa e, até 2015, a produção de energia a partir do bagaço da cana deve chegar a 5,5 mil MW. A meta é que até 2020 seja gerado o equivalente à capacidade instalada de uma Itaipu Binacional (14.400 MW) ou três usinas de Belo Monte