26/07/2011

Secretário-adjunto ministra palestra na FIESP sobre energia e meio ambiente

O secretário-adjunto da Secretaria de Energia do Estado de São Paulo, Ricardo Achilles, ministrou uma palestra no Conselho Superior Temático de Meio Ambiente (Cosema), órgão da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), nesta terça-feira, 26 de julho. Na pauta, a necessidade de aumentar a potência instalada no estado de São Paulo e no Brasil.

De acordo com Ricardo Achilles, hoje, o país tem uma capacidade instalada de 104 gigawatts (GW). No entanto, nos próximos dez será necessário aumentar a oferta de energia em cerca de 60%. Como gerar este volume demandado é a grande discussão atual no setor elétrico.

Para fechar essa conta, Achilles enfatizou o potencial das energias renováveis – principalmente a biomassa de cana de açúcar. São Paulo tem esta fonte como alternativa ambientalmente correta. Atualmente, o estado produz algo em torno de 2,6 GW, mas há políticas em andamento capazes de elevar o volume para 5,6 GW até 2015.

“Mas até 2020, se trabalharmos bem, podemos chegar a 14, 15, até 18 GW, isso é mais que uma Itaipu”, disse Achilles. Atualmente, 55% da matriz energética paulista vem das energias renováveis.

A cadeia da cana de açúcar se destaca por sua racionalidade. Além de gerar açúcar e etanol, o bagaço residual gera energia elétrica. Se não bastasse, a energia produzida estará disponível justo no período de seca nos reservatórios das hidroelétricas, o que faz da biomassa uma alternativa interessante à hidreletricidade. “A eficiência energética dessa forma de geração é muito grande”, pondera Achilles.

A Secretaria de Energia de São Paulo também busca aproveitar de forma sustentável as novas jazidas de gás natural descobertas nos campos do pré-sal na costa brasileira. Uma vez expandida a rede de distribuição, seriam grandes os benefícios para os setores industrial, elétrico e de transporte.

Dentre os diversos desafios que o setor elétrico tem de enfrentar neste começo de década, resta ainda o da eficiência energética. Segundo Achilles, a crise de 2002 ensinou aos brasileiros que não basta apenas gerar mais energia: é preciso utilizá-la com sabedoria.

“Cada vez mais, quando se faz a gestão do suprimento de energia, nós pensamos nas duas pontas: ampliar oferta e minimizar o desperdício. Afinal, ao gerar energia, há o impacto ambiental”, destacou. Além do desperdício e do custo ambiental, a produção de energia gera dispêndios financeiros. Ou seja, isto afeta toda a cadeia produtiva.