18/08/2011

Encontro na Fiesp discute cenário atual do setor eletroenergético nacional e internacional

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) realizou nos dias 15 e 16 de agosto o 12º Encontro Internacional de Energia e II Seminário Internacional de Interconexões, ambiente favorável para a discussão de ideias, projetos, tecnologias, tendências, assim como  geração de networking e novos negócios no setor de energia.

O secretário adjunto de Energia do Estado de São Paulo, Ricardo Achilles, representou o governador Geraldo Alckmin e fez uma exposição sobre as atividades da pasta e suas prioridades. Destacou a importância das fontes renováveis na matriz energética paulista e quais são os desafios para que isso seja mantido e até aprimorado. Dessa forma, citou os esforços que têm sido feitos para beneficiar a geração de bioeletricidade a partir dos resíduos da cana de açúcar, por meio da isenção do ICMS para a aquisição de novos equipamentos para as usinas sucroalcooleiras.

Reuniram-se no Hotel Unique consumidores, empresários, governos, consultores, prestadores de serviços, investidores e fornecedores de energia elétrica, gás natural e outras fontes de energia.

O evento propiciou ao participante acesso a diversos temas que estão em pauta na agenda nacional e internacional do setor, como a geração de energias de fontes limpas e sustentáveis por meio de tecnologia de ponta e como elas a cada dia ganham mais importância, construindo-se uma economia verde.

Também foi discutido como se configura o mercado livre de energia elétrica e como ele tem sido aprimorado desde que o novo modelo do setor elétrico foi lançado. Foi feita uma análise da matriz energética nacional e como ela deve conferir competitividade à indústria nacional. O papel das revisões tarifárias, a atuação das agências reguladoras e a gestão da qualidade e confiabilidade do fornecimento da energia elétrica tiveram destaque nos seminários.

Na mesma linha de debater temas que estão na imprensa constantemente, foi criado um painel especialmente voltado para o vencimento das concessões de diversas geradoras, transmissoras e distribuidoras em 2015. Uma nova frente mundial para o setor é a África e vários debates foram dedicados para discutir as oportunidades que esse mercado oferece.

Por outro lado, com as descobertas do pré-sal na Bacia de Santos, várias apresentações foram dedicadas ao gás natural e petróleo, fazendo-se, assim, uma análise da importância destes insumos para o desenvolvimento da indústria paulista. Abordaram-se a Lei do Gás, os desafios do mercado livre para esse insumo e a construções de novas termelétricas.

Outra discussão relevante foi a integração eletroenergética da América Latina, na qual irão participar 16 países de três regiões (América Central, Andina e Cone Sul), cuja área é de 18 milhões de quilômetros quadrados, atingindo uma população de 400 milhões de pessoas e que acumula um PIB de US$ 3 trilhões. A capacidade instalada é de 215 gigawatts (GW), e essa energia elétrica e do gás poderá ser importada e/ou exportadas segundo a necessidade das nações integrantes da Comissão de Integração Energética Regional (CIER).

Vale destacar que com a entrada em operação da linha Guatemala-México e a construção da interconexão entre os sistemas do Panamá e Colômbia, toda a região estará ligada. De 1995 até hoje, as interconexões aumentaram em 10 vezes, passando de 500 MW para 5000 MW transportados.

 

O projeto CIER 15 Fase II é financiado pela CIER, Corporación Andina de Fomento (CAF) e Banco Mundial). Esse estudo está sendo coordenado pelos consultores da PSR, ME Consultores (Argentina) e Synex (Chile).