16/09/2011

“São Paulo tem um grande potencial para energias sustentáveis”, afirma secretário de Energia na Ecoenergy

O secretário de Energia de São Paulo, José Aníbal, participou na quinta, 15 de setembro, da abertura da Ecoenergy, feira internacional com objetivo de debater e estimular o uso de tecnologias limpas e renováveis para a geração de energia.

Aníbal defendeu os investimentos em energias “verdes” e a discussão do tema em eventos como a Ecoenergy: “É inevitável que nós, cada vez mais, trabalhemos no desenvolvimento de energias sustentáveis. São Paulo tem uma legislação forte voltada a políticas ambientais, mas acima da legislação, é expressiva a vontade da sociedade em preservar os recursos e viver de forma sustentável”.

Durante a palestra, o secretário destacou que o Brasil é um dos países com a matriz energética mais limpas no mundo. Enquanto a geração por energias renováveis no âmbito mundial é de apenas 12,9%, o Brasil já atingiu a marca de 45,9% de toda a sua geração.

São Paulo tem números ainda melhores: 54,7% da energia gerada no Estado é proveniente de fontes renováveis. Só a cadeia da cana é responsável por 32% da produção de energia paulista. O bagaço de cana, por exemplo, gera 2700 megawatt (MW) de eletricidade. “Não medimos esforços para que os números sejam cada vez maiores”.

São Paulo produz 53% da energia que consome, e ainda há grande potencial para a expansão das renováveis com pequenas centrais hidrelétricas (duas serão inauguradas na próxima semana), termoelétricas, biomassa e solar.

Com o objetivo de incentivar a geração de energia limpa, o Governo de São Paulo está promovendo ações para favorecer a logística e reduzir custos. As usinas de açúcar e álcool que investirem na modernização de caldeiras para a geração de energia não pagam ICMS dos equipamentos utilizados que não possuam equivalentes nacionais.

A Secretaria incentiva diversas pesquisas na área de biomassa, resíduos sólidos, eólica e fotovoltaica, além de estimular e conectar os interessados em investir no setor. “Nós temos que ganhar tempo, e o papel da secretaria é acelerar esses processos”, diz o secretário.

Aníbal também destacou a importância de se trabalhar com a eficiência energética, que ele chamou de “a forma mais barata de energia”.  A meta é conscientizar a população e estudar sistemas mais inteligentes para a redução do consumo. A Secretaria já atua em programas para a diminuição do consumo em prédios públicos, presídios, e outros espaços, além de construir 39 laboratórios em escolas técnicas do estado voltados para o setor energético.  “Quando falamos em eficiência energética, qualquer ação é válida, afinal, economizar energia ainda é a forma mais barata de gerar energia”, concluiu o secretário.