31/10/2011

Exploração hidrelétrica na Amazônia é criticada na Rio+20 Popular

Durante o Rio+20 Popular, evento realizado no último domingo, 30 de outubro, no Sindicato dos Engenheiros de São Paulo, o secretário estadual de Energia, José Aníbal, defendeu as energias renováveis como alternativa à exploração hidrelétrica na Amazônia.

Além do secretário José Aníbal, estiveram presentes os deputados federais Mendes Thame e Ricardo Trípoli, o indigenista Noel Villas-Boas, o cacique Kunué Kalapalo (da Aldeia Kalapalo, do Alto Xingu, Mato Grosso), além de Rosalvo Salgueiro, representante dos Movimentos Populares do PSDB.

A opção pelo aproveitamento energético do potencial amazônico gerou duras críticas tanto dos participantes quanto das pessoas presentes. O cacique Kunué Kalapalo disse que 45 mil pessoas que dependem do rio Xingu para a subsistência serão prejudicadas pela usina, cujo custo segue extrapolando cada vez mais o orçamento original.

“São Paulo tem o maior programa de bioeletricidade do mundo. Em quatro anos vamos gerar tanta energia quanto Belo Monte, cacique, mas a custo ambiental zero. É a energia do bagaço de cana, que o Governo de São Paulo tem estimulado fortemente. Ela é competitiva, limpa e abundante justo no período de seca nos reservatórios das hidrelétricas”, disse o secretário José Aníbal.

Para ele, é impossível falar em sustentabilidade sem considerar, além da preservação ambiental e a competitividade econômica, a justiça social. “Não faz sentido causar um dano social e ambiental como o que está sendo gerado com a construção de Belo Monte se nós temos tecnologia, competitividade e abundância de recursos para energias renováveis”, disse.

O secretário também reiterou os esforços do Governo de São Paulo em eficiência energética. De acordo com Aníbal, a economia é a maneira mais barata de se disponibilizar energia. “Estamos revendo todos os contratos públicos de energia. Podemos economizar muito nas repartições públicas”, disse.