26/10/2011

Pré-sal exigirá esforços conjuntos, diz secretário adjunto

A Secretaria de Energia, através do Conselho Estadual de Petróleo e Gás (CEPG) e em parceria com a Petrobras, realizou na última terça, dia 25 de outubro, o workshop “Desenvolvimento da cadeia de fornecedores de São Paulo para o atendimento à indústria de petróleo e gás”.
O evento aconteceu no Instituto de Engenharia em São Paulo e contou com a presença do secretário adjunto da Secretaria de Energia, Ricardo Achilles, o assessor do presidente da Petrobras, Sydney Granja, o subsecretário de Petróleo e Gás de São Paulo, Antônio Henrique Gross, e do gerente geral da Unidade de Operações de Exploração e Produção da Bacia de Santos, José Luiz Marcusso.
O evento enfatizou a importância de desenvolvimento tecnológico, recursos humanos e investimentos necessários para o desenvolvimento tanto do pré-sal como da região da Baixada Santista.
“Todos nós temos nosso papel. O setor produtivo industrial, a Petrobras e o governo possuem papéis distintos e de extrema importância. É fundamental que esses trabalhos aconteçam juntos. Dificuldades vão aparecer, mas não vão impedir que tenhamos uma indústria de petróleo e gás”, diz o secretário adjunto, Ricardo Achilles.
O gerente geral da unidade de operações de exploração e produção da bacia de Santos, José Luiz Marcusso, afirmou que nos próximos cinco anos haverá um grande investimento na exploração e produção de óleo e gás no país. “A Petrobras tem a disposição de correr riscos exploratórios, mas precisamos fazer isso com muito planejamento”, completa o gerente.
Segundo Sidney Granja, é preciso unir forças para enfrentar os desafios. “Temos que nos unir e conversar muito entre nós para enfrentarmos todos os desafios que teremos pela frente. É muito importante a participação da indústria paulista nesta nossa nova empreitada”, afirma o assessor.
O Conselho Estadual de Petróleo e Gás (CEPG) foi citado diversas vezes ao longo do workshop. Criado pelo Governo de São Paulo no início deste ano, a função do CEPG é organizar e coordenar o trabalho conjunto de todos os atores envolvidos.
“A bacia de Santos é muito mais do que o pré-sal e a indústria de São Paulo pode ser uma grande fornecedora para este desafio. O governo criou o CEPG justamente para trabalhar em parceria com as indústrias e muitas atividades podem ser alcançadas”, afirma o subsecretário de Petróleo e Gás, Henrique Gross.
“Se daqui a 10 anos ainda tivermos analfabetos e pessoas morando em palafitas na região, não haverá utilidade a indústria do petróleo. O desenvolvimento tem que gerar riqueza e bem estar social para o país que o realiza”, conclui Achilles.