07/11/2011

Secretaria de Energia debate o modelo energético brasileiro junto à comunidade coreana

O subsecretário de Energias Renováveis, Marco Antônio Mroz, participou nesta segunda-feira, dia 06 de novembro, da Caravana Verde entre Coréia e Brasil, evento promovido pelo Consulado da República da Coréia, em São Paulo.

O evento, que recebeu diversos empresários e investidores coreanos, teve como objetivo debater o cenário energético brasileiro e a utilização de fontes renováveis, visando cooperação, parcerias e negócios entre Brasil e Coréia.

Com o tema “Situação Atual da Energia no Brasil”, Mroz abriu a apresentação mostrando que a matriz energética brasileira é bem mais limpa comparada a situação mundial: “No Brasil, 45,9% da energia é gerada por meio de fontes renováveis, enquanto no mundo apenas 12,9% da energia é considerada ‘alternativa’”.

O subsecretário ainda detalhou o funcionamento do mercado energético no país, explicando aos líderes coreanos o processo de compra de energia, contratos de concessão, processo de leilões e regulamentação do setor.

O segundo momento da palestra foi dedicado às fontes renováveis. O subsecretario apresentou o PROINFA – Programa de Incentivo às Fontes Alternativas – que desde 2004 promove ações para incentivar a utilização e dar competitividade a geração de energia limpa. Mroz ainda destacou o grande potencial de fontes como a biomassa: “De acordo com a Matriz Energética 2035, só a produção de bioeletricidade pelo bagaço de cana passará de 2565 MW para 17232MW. São Paulo tem grande importância nesse cenário: das 330 unidades de geração de biomassa no país 181 estão no estado”, afirmou o subsecretário.

Mroz terminou sua participação destacando os próximos passos da secretaria para a geração de energia solar: “São Paulo tem muito interesse e um potencial solar incrível para ser explorado. A quantidade de radiação solar do Estado com capacidade de geração de energia é equivalente a 512 TWh/ano, sendo que o atual consumo de eletricidade do  Estado que é da ordem de 135 TWh/ano”, disse Mroz. “Por isso, a Secretaria deve lançar o Plano Solar Paulista até o final do ano, para que esse número seja significativo até 2035”.