16/12/2011

Grupos da CEPE debatem substituições de energéticos

O secretário José Aníbal abriu na última quarta-feira, dia 14, na Secretaria de Energia, reunião do Conselho Estadual de Política Energética (CEPE). Foram apresentados os trabalhos dos seis grupos que devem ser concluídos em maio de 2012. Os grupos trabalham com hipóteses de substituições de energéticos, utilizando como referência o ano de 2020.

Participaram da reunião o subsecretário de Energia Elétrica, Arnaldo Silva Neto, a secretária de Agricultura e Abastecimento, Monika Bergamaschi, representantes da Secretaria de Saneamento, Meio Ambiente e Casa Civil, FECOMERCIO, Fiesp, representando Notório Saber, José Goldemberg, Sérgio Bajay e Carlos Tahan e pela Unesp Carlos Canesin.

“Com a recriação da Secretaria de Energia, se mostrou necessário a instalação deste conselho, que está agora de forma organizada trabalhando as questões mais relevantes do setor de energia no Estado de São Paulo. Fontes alternativas, fontes convencionais, biomassa, qualidade destes combustíveis, propostas de reduzir a emissão de gás de efeito estufa, enfim, realmente criando roteiros para as diferentes frentes em que se desenvolve o setor elétrico e de geração de energia. O avanço que fizemos até aqui foi muito significativo, mas a expectativa é de que em maio tenhamos já roteiros bem definidos em cada uma dessas áreas. Isso vai ajudar a ação do estado, do setor privado e dos agentes regulatórios e fiscalizatórios do governo federal”, afirmou o secretário de Energia, José Aníbal.

O grupo de Biodiesel, dentro das oportunidades de desenvolvimento de novas culturas no Estado, apresentou o potencial para projetos de recuperação de óleo residual de cozinha, oportunidade na agricultura familiar, entre outras. Com perspectivas de tecnologias mais eficientes no longo prazo, as microalgas também são possível fonte.

Sobre Energia Solar, estudo apresenta potencial de radiação no Estado com capacidade de geração equivalente a 512 TWh/ano. A meta do plano é atingir em 2020 um aproveitamento energético equivalente a 1.000 MW, com aumento de eficiência e diminuição de custo. Hotéis e similares, habitações populares, construções eficientes, sinalização, iluminação pública, são alguns dos segmentos que podem contribuir para atingir a meta. Desenvolvimento do Atlas Solar do Estado, incentivo por meio de legislações municipais, linhas de financiamento, criação de campanhas de conscientização, estão entre as propostas.

O grupo Eletricidade com fontes convencionais apresentou a evolução histórica da geração de energia elétrica, alternativas atuais e participação da geração convencional no Estado. As propostas apresentadas contemplam incentivos ao retrofit, leilões específicos por fontes, leilões regionais para mitigar problemas de transmissão e subtransmissão, criação de um subsistema desmembrando a região Sudeste possibilitando ajustes de geração e carga, avaliação dos impactos das variações de oferta, impacto nos planos de obras e expansão de geração e transmissão.

“Propusemos a Aneel que faça leilão por fonte e regional. Hoje eles fazem um leilão centralizado em Brasília e genérico”, afirmou o Secretário de Energia e presidente do Conselho, José Aníbal.

Mercado em vias de consolidação, em função da imprevisibilidade dos volumes disponíveis de oferta e procura e da volatilidade de preços, o grupo de Gás Natural apresentou a evolução recente do setor. Com as descobertas dos campos de gás da Bacia de Santos, cria-se a perspectiva de estabilidade da oferta. Identificaram-se também os potenciais de consumo de gás: transporte coletivo, cogeração e climatização (comércio, serviços e indústria),  residencial, na indústria substituindo energéticos fósseis mais poluentes e matéria-prima na indústria química.

O grupo Eficiência energética em eletricidade trabalha com dois cenários: um baseado no PNE 2030 e um cenário específico para o Estado de São Paulo baseado nas relações da economia, demografia, consumo de eletricidade e inovação tecnológica.

O grupo está desenvolvendo o trabalho a partir dos tópicos: experiência internacional, arcabouço regulatório, estimativa de potencial, medições e verificações, barreiras e entraves, linhas de financiamento, políticas e/ou ações, custos estimados ou recursos, perdas comerciais (concessionárias distribuição), smart grid, programa RELUZ e habitação sustentável.

Os temas de trabalho do grupo Eficiência energética em combustíveis são: desenvolvimento tecnológico veicular, procedimento e abrangência da etiquetagem veicular, melhoria da qualidade dos combustíveis na produção e distribuição, eficiência energética dos transportes, fatores que impactam a eficiência veicular (manutenção dos veículos, idade da frota, manutenção das vias públicas e rodovias) e eficiência do uso de combustíveis na indústria.

Sobre a CEPE – Presidido pelo Secretário Estadual de Energia, José Aníbal, o Conselho Estadual de Política Energética do Estado de São Paulo (CEPE) é composto por outros seis secretários de Estado, por especialistas em energia e também por representantes setoriais da agricultura, comércio e indústria.  O objetivo do grupo é contribuir para a formulação de diretrizes e políticas públicas no setor energético para o Governo de São Paulo.