08/03/2012

José Aníbal faz palestra para estudantes de engenharia sobre a importância do Pré-sal da Bacia de Santos

O secretário de Energia, José Aníbal, abriu hoje o ciclo de palestras organizado pelo Grêmio da Escola Politécnica da USP. Uma vez por mês será convidado um profissional para falar sobre diversos temas e responder perguntas dos alunos. Cerca de 200 estudantes lotaram o auditório do prédio de engenharia elétrica para ouvi-lo. Esteve presente também o professor José Roberto Cardoso, diretor da Escola Politécnica.

Na abertura, Aníbal recordou suas ações como secretário de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia, entre 1999 e 2001. “Nós demos grande importância para a Fapesp no financiamento de pesquisas. Na época, fizemos alguns programas que denominamos de inovação tecnológica. A ideia era associar o saber ao fazer. Ou seja, o saber do nosso sistema de ensino, de conhecimento, de laboratórios, associado ao fazer. Tenho presente na minha ação administrativa que o nosso estado tem a força que tem porque existe uma associação permanente entre o saber e o fazer.”

Sobre o Pré-sal, o secretário avaliou as perspectivas para o setor de engenharia com as descobertas da Bacia de Santos. “O Pré-sal é uma descoberta nossa, com tecnologia nossa. O Brasil é hoje um dos países que melhor tecnologia tem em matéria de prospecção e exploração de petróleo em águas profundas. O Cenpes do Rio tem parcerias com a USP, mas nós queremos mais. Nós queremos mais laboratórios aqui. Queremos também um Centro de Monitoramento via satélite”.

No mês passado, a Secretaria de Energia assinou um Protocolo de Intenções com a Petrobras para estabelecer diretrizes das ações conjuntas para a efetivação da cadeia produtiva do Pré-sal no estado de São Paulo. Entre as reivindicações do Governo do Estado está a instalação de dois centros no estado de São Paulo, um de pesquisa e outro de monitoramento, complementares ao Cenpes do Rio de Janeiro.

José Aníbal ressaltou que a exploração deve ter por objetivo melhorar a qualidade de vida das pessoas. “A USP tem um papel importantíssimo em qualificar o recurso humano. A ida da Politécnica para Santos, com o curso de engenharia do petróleo, é um movimento forte nessa direção. Estamos desenvolvendo o ensino técnico na Baixada Santista e queremos todo um sistema de qualificação. As plataformas operam com cinco turnos. São pessoas que ficam na plataforma 15 dias, 6 horas, com turnos de 80 pessoas. Ao todo são quase 400 pessoas. O treinamento de cada um leva três anos. Serão dezenas de novas plataformas e nós queremos formar esse pessoal aqui em São Paulo.” Na semana passada foi inaugurado o curso de Engenharia do Petróleo da Escola Politécnica da USP na Baixada Santista.

O professor Cardoso agradeceu a participação do secretário. “Ele é entusiasta das iniciativas da escola Politécnica, participando de vários eventos, reuniões e projetos da escola, alguns por indução do próprio secretário.”