05/06/2012

Secretaria se reúne com setores prejudicados por reajuste do gás

O secretário de Energia de São Paulo, José Aníbal, o secretário-adjunto da pasta, Ricardo Achilles, e o assessor executivo da Subsecretaria de Petróleo e Gás, Ubirajara Campos, estiveram reunidos na noite desta segunda (4/6) com representantes setoriais da indústria para discutir alternativas de redução do reajuste da tarifa de gás, fixado pela Arsesp em 16,5% na última sexta-feira.

Participaram da reunião o presidente do Sindicato das Indústrias de Vidro e Cristais no Estado de São Paulo (Sindividro), José Eduardo Otero Vidigal Pontes, o diretor superintendente da Associação Nacional dos Fabricantes de Cerâmica para Revestimentos (Anfacer), Antonio Carlos Kieling, o presidente da Associação Paulista das Cerâmicas de Revestimento (Aspacer), Heitor Ribeiro de Almeida Neto, além de representantes do setor químico.

Em comum às categorias, a reclamação pelos constantes e onerosos reajustes do gás natural: quase 40% nos últimos 12 meses – sendo 9% em maio de 2011, 11% em dezembro e 16,5% na última sexta-feira. Segundo a Arsesp, o reajuste se justifica devido à variação cambial e ao aumento real do preço pago pela Petrobras pela molécula de gás importado da Bolívia.

De acordo com Morvan Figueiredo, representante da indústria de vidros, de 2006 a 2011 as importações brasileiras de vidro cresceram de 17 milhões de toneladas para 60 milhões de toneladas, grande parte originárias da China. “O reajuste do gás torna a concorrência desleal. Não há competitividade possível desse modo”, disse Morvan.

Colocação semelhante foi feita por representantes do setor ceramista, cujo avanço estrangeiro sobre o mercado nacional saltou de 300 mil m2 para 39 milhões de m2 em cinco anos. “28% de nossa produção chegou a ser exportada. A meta era atingir 40%. Hoje, não passa de 5%”, disse Antonio Carlos Kieling.

Na reunião foi proposta a criação de um grupo de trabalho dedicado à questão do gás natural, incluindo questões como política de formação de preço, legislação e regulação, entre outros. O objetivo é elaborar alternativas para o aperfeiçoamento do modelo em vigência. Em relação ao reajuste do gás anunciado na semana passada, seguem as negociações entre Governo de São Paulo e Petrobras para reduzir a margem de aumento.