19/06/2012

Secretário José Aníbal fala sobre a cadeia da cana de açúcar em seminário na Rio+20

O secretário de Energia de São Paulo, José Aníbal, participou nesta segunda-feira, 18 de junho, do seminário “Economia Verde no contexto do Desenvolvimento Sustentável na África” na Rio+20. Além do secretário, participaram do seminário o diretor executivo do Programa Ambiental da ONU, Achim Steiner, o presidente do Banco de Desenvolvimento da África, Donald Kaberuka, o secretário executivo da Comissão das Nações Unidas Unidas para a África, Abdoulie Janneh, e o subsecretário Geral da ONU e Alto Representante para Nações Menos Desenvolvidas, Cheik Sidi Diarra.

José Aníbal abriu sua exposição salientando que o setor energético é tido pela ONU e pela Rio+20 como um dos pilares do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza. Para ele, um dos grandes desafios para o desenvolvimento do continente Africano é a geração de energia. “Como a crise global tem tornado os custos e as condições de financiamento em infraestrutura bem mais restritivos, acredito que uma alternativa para o continente seria implementar a cadeia produtiva da cana, que depende basicamente de colaboração, transferência de tecnologia e compartilhamento de experiência em solos tropicais. O Brasil hoje domina toda esta tecnologia”, disse o secretário.

De acordo com Aníbal, a cadeia produtiva da cana se destaca por sua racionalidade. “A cana vira etanol e açúcar, mas também fertilizante e energia. Sem contar os desenvolvimentos em novos produtos e tecnologias, como os carros flex, o biodiesel de cana, os bioplásticos. E tudo isso de maneira sustentável, sem agredir o meio ambiente e sem competir com a produção de alimentos”, disse.

O secretário traçou um breve histórico do Etanol no Brasil desde o Pro-álcool, em 1975, passando pelo início da comercialização da energia de bagaço de cana em 1987, até chegar a meta de produzir 23 bilhões de litros de Etanol em 2020. Aníbal finalizou sua exposição falando da total disponibilidade do Estado de São Paulo para parcerias no setor, incluindo treinamento e capacitação, transferência de tecnologia e pesquisa e desenvolvimento.

“A economia verde deve unir preocupações ambientais, sociais e econômicas. Não adianta crescer rapidamente e depois pagar caro para limpar a sujeira. A mudança não vai acontecer por acidente, mas por planejamento. Como temos problemas para financiar, estruturar e adquirir tecnologia, a apresentação do secretário deu-nos um belo exemplo de mistura de capacidade técnica, geração de energia e renda sem agressão ambiental”, disse o diretor executivo do Programa Ambiental da ONU, Achim Steiner.

Já para o presidente do Banco de Desenvolvimento da Africa, Donald Kaberuka, “Transformar estes desafios em oportunidades é a grande tarefa dos gestores africanos hoje. Por isso é tão importante essa colaboração sul-sul”, disse.

Ainda na segunda-feira, o secretário José Aníbal representou o governador Geraldo Alckmin na cerimônia de comemoração dos 50 anos da Eletrobrás, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, na Cinelândia, região central.