20/06/2012

“SP é o laboratório mundial das tecnologias em bioenergia”, diz ministro italiano na Rio+20

“São Paulo é o laboratório mundial das tecnologias em bioenergia”, disse o ministro italiano do Meio Ambiente, Corrado Clini, durante o debate “Bioenergia para uma economia de baixo carbono”, realizado nesta terça-feira, 19 de junho, na Rio+20.

No seminário foram discutidos temas como aumento da participação da energia de biomassa na matriz mundial, formas de conciliar a produção de alimentos com a de biocombustíveis, novas fronteiras para a cana de açúcar na zona tropical, além do desenvolvimento de novos produtos e a pesquisa de novas aplicações para a cana.

O secretário de Energia de São Paulo, José Aníbal, lembrou que grande parte do potencial em geração de energia a partir da biomassa da cana não é atualmente aproveitado no Brasil pela falta de leilões por fonte. “A cadeia da cana é 100% aproveitável e a tecnologia disponível para seu uso é 100% paulista. No entanto, como os leilões não distinguem a fonte e sim o preço, ficamos com opções baratas que saem caro no final”, disse.

O físico da USP, José Goldemberg, a diretora geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), Ann Tutwiler, a diplomata Mariângela Rebuá, o representante da União da Indústria da Cana de Açúcar (Única), Luís Fernando do Amaral, e o representante da Comunidade Econômica da África Ocidental (Ecowas), Jose Brandão Pereira, participaram do debate. O governador Geraldo Alckmin prestigiou o evento.

Mesmo com a falta de acordo em relação ao teor do documento final da Rio+20, os participantes do seminário demonstraram confiança com os rumos do desenvolvimento sustentável após a Rio+20. “Pela primeira vez o termo economia verde é citado oficialmente num documento da ONU”, disse o ministro italiano, Corrado Clini.

Cooperação

Antes do evento, o ministro italiano e o secretário de Energia de São Paulo, José Aníbal, firmaram um acordo de cooperação na área de energias renováveis. “Nós temos no Brasil algumas competências especificas, especialmente São Paulo com biomassa, mas a Itália tem boa tecnologia em outras fontes de energia, como fotovoltaica e solar. Com esta parceria maior nós teremos muito que convergir em pesquisa e inovação”, disse José Aníbal.