06/09/2012

Energia da biomassa é prioridade

O governo do Estado pretende trasformar a cadeia de etanol – da produção da cana até a usina de biomassa ao posto de combustíveis paulista, justificado pelo menor custo.

O secretário de Energia, José Aníbal, afirma que em Barra bonita há lado a lado duas usinas com praticamente a mesma capacidade de produção de energia, de 140 MW. Uma delas é hidrelétrica e exigiu o represamento do Tietê. A outra é movida a bagaço de cana.

“Estamos queimando improdutivamente milhares de MW de nergia em São Paulo”, diz ele sobre os canaviais cuja biomassa não é aproveitada.

Segundo o secretário, o Estado incentiva a modernização de caldeiras, turbinas, geradores, transformadores e todos os quipamentos de rede para que possam estar integrados á produção de energia da cana.

Ele conta que o estado do Rio quer reativar todas suas usinas sem uso e dá isenção total de ICMS. Em são Paulo a redução é de 25% para 12% lembrando que a desoneração fluminense é sobre uma produção que não existe. Já a paulista é responsável por 60% do etanol do País e tem impacto real.

Aníbal esplica que o setor de energia depende dos leilões feitos em Brasília. Os produtores de varias origens – eólica(vento), biomassa(etanol) ou hídrica – participam da concorrência para se tornarem forcenedores.

Entretanto, afirma o secretário, já está claro que a biomassa é bem mais competitiva do que a febre do momento, a eólica, concentrada no Rio Grande do Norte e Ceará devido a disponibilidade de vento. De acordo com ele, o MW da eólica custa R$ 170 ao ser consumido em São Paulo, sendo que a biomassa aqui sai por apenas R$ 110.

Aníbal, que concedeu entrevista ao ser recebido pelo editor-chefe de A Tribuna, Carlos Conde, lembra que a presidente Dilma Rousseff divulgará as novas regras do setor energético hoje à noite, em cadeia de TV e rádio.