03/12/2012

Acionistas da Cesp decidem não renovar concessões

Em assembleia realizada na tarde desta segunda-feira, os acionistas da Companhia Energética de São Paulo (Cesp) optaram pela não renovação antecipada das concessões das três hidrelétricas que expiram até 2017.

De acordo com os critérios definidos pela Medida Provisória nº 579, o governo federal se dispôs a pagar R$ 1,759 bilhão pelas usinas de Jupiá, Ilha Solteira e Três Irmãos.

O secretário de Energia de São Paulo, José Aníbal, lembrou que o valor é bastante inferior ao que consta no balanço contábil da Cesp – R$ 7,131 bilhões –, representando uma diferença de R$ 5,372 bilhões.

“A proposta do governo federal foi insuficiente para atender às necessidades da companhia”, disse o presidente da Cesp, Mauro Arce, após a assembleia.

Aníbal registrou ter conversado por telefone no início da tarde com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e o secretário executivo do ministério, Márcio Zimmermann, sobre a importância de retomar o diálogo com São Paulo, “considerando a total convergência que temos com o propósito de reduzir o preço da energia no Brasil”.

De acordo com o secretário, prova disso, entre outras, é o fato de a Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae) – a outra empresa de geração de energia na qual o Governo de São Paulo é acionista majoritário – ter decidido assinar dentro do que foi proposto pelo governo, na medida em que houve reconhecimento dos ativos a amortizar.