17/12/2012

Gestão de resultados

No ano de 2012 foram semeadas iniciativas no setor energético paulista que terão impacto direto na vida das famílias e das empresas no curto prazo. Ainda em janeiro foram inauguradas as subestações Salto, Jandira, Atibaia e Piratininga II.

Esta última reforçou a segurança do suprimento de energia para 600 mil famílias na zona sul da capital. Todas as obras foram adiantadas. R$ 400 milhões foram investidos.

Em fevereiro, assinamos protocolo de instalação na Baixada Santista da 1a grande fornecedora da Petrobras, num total de R$ 117 milhões em investimentos e mil empregos diretos.

No mês seguinte, a Secretaria de Energia apresentou o plano de ação para o Programa de Melhoria da Gasto Público.

Até agora, só com a revisão de 311 contratos de energia do setor público serão poupados R$ 7,5 milhões por ano.

Ainda em março firmamos parceria com o Centro Paula Souza para incluir a disciplina Eficiência Energética no currículo das Etecs e Fatecs. Os cursos começaram em agosto nas unidades de Mogi Guaçu, Mogi Mirim, Limeira, Rio Claro, Araras, Ilha Solteira, Itapeva e Tatuí.

Em maio, anunciamos a maior vitória desta gestão na área energética até aqui: a queda de 22,8% no tempo médio sem energia durante o verão. O número de interrupções também recuou 11,6%.

O mês de junho foi quase todo tomado pela Rio+20. Com uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo e sendo o “laboratório mundial das tecnologias em bioenergia”, como definiu o ministro italiano no Meio Ambiente, o estado de São Paulo foi protagonista nos debates sobre energia limpa, bem como em cooperação técnica em soluções sustentáveis para uma economia de baixo carbono.

No segundo semestre, a agenda não foi menos intensa. Em agosto lançamos um programa, em parceria com a Santa Casa de São Paulo, que permite à instituição receber doações por meio da conta de luz.

Publicamos também novas edições do Anuário Estatístico por Município e do Balanço Energético, e finalizamos o manual do empreendedor para o aproveitamento do potencial hidrelétrico remanescente no estado (a ser lançado em breve).

Também foi aprovado no Conselho Estadual de Política Energética (Cepe) o Plano Paulista de Energia, que prevê aumentar a participação das fontes renováveis de 55% para 69% da matriz energética até o ano de 2020.

Foram iniciados o Ordenamento Geomineiro e o Sistema de Informações Minerárias de São Paulo, e anunciamos a primeira usina solar ligada à rede elétrica, em parceria com a Secretaria do Meio Ambiente e com a USP, a ser instalada no parque Villa Lobos.

Por fim, chegamos ao final do ano envolvidos em debates institucionais sobre os royalties do petróleo e contra as imposições da MP 579, que transfere o ônus da redução das tarifas de energia para os cofres dos estados e das empresas.

Também lançamos o Atlas Eólico de São Paulo e criamos o Plano Paulista de Biogás. A 1ª unidade geradora de energia elétrica movida a biogás será inaugurada ainda este ano.

Em suma, trabalhamos muito. Mas ainda há muito o que fazer.

José Aníbal é economista, secretário de Energia de São Paulo e presidente do Fórum Nacional de Secretários de Estado para Assuntos de Energia (FNSE)