28/01/2013

Secretário abre evento no Rio de Janeiro

O secretário de Energia, José Aníbal, participou na manhã desta segunda-feira (28) da abertura do Energen Latam 2013, realizado no Rio de Janeiro. Ele falou sobre os impactos da Lei nº 12.783 (antiga MP 579), que tratou da renovação antecipada das concessões do setor de energia.

“Nos surpreendeu a politização desse episódio. A marca dessa MP foi a ausência de diálogo do governo federal”, falou. “Ninguém defende energia cara. Todos nós queremos reduzir o preço. Então a visão de que a redução da tarifa vai ‘reindustrializar’ o Brasil é ligeira. O que vai ‘reindustrializar’ o Brasil é investimento, inovação tecnológica e competitividade. Modicidade tarifária ajuda, mas não é só isso”, completou Aníbal.

De acordo com ele, a previsão de faturamento da CESP é de R$ 4,1 bilhões para este ano. “Pagaremos de impostos ao governo federal cerca de R$ 805 milhões, sem contar os encargos. Ou seja, 20% do faturamento da CESP vai direto para a União”, lembrou o secretário. Para ele, não adianta o governo federal ir contra os fatos. “Precisa levar em conta os interesses públicos, sem politização.”

O momento é bom para haver mais planejamento no setor de energia e, especificamente, de eletricidade, afirmou o secretário. “Temos alternativas. Somente em São Paulo há 4 mil MW de energia a partir do bagaço e palha de cana-de-açúcar. É uma tecnologia totalmente nossa e no centro da carga. No entanto, setor está falindo”, alegou. Segundo ele, o governo de São Paulo “zerou” o ICMS para retrofit e novas plantas.

Conforme projetou o secretário, se os investimentos necessários forem feitos agora, é possível terminar 2015 com 8,5 mil MW de cogeração a partir da biomassa. “Temos uma Itaipu em biomassa até 2020. E não apenas em São Paulo. No Centro-Oeste e no Nordeste também. “Mas faltam políticas públicas. Dependemos muito do governo federal.”