24/01/2013

Usina de Pirapora terá 25 MW de potência

O secretário de Energia José Aníbal visitou, nesta quinta (24), as obras de construção da PCH (Pequena Central Hidrelétrica) de Pirapora do Bom Jesus, na região metropolitana de São Paulo, realizadas pela EMAE (Empresa Metropolitana de Águas e Energia).

A usina, construída junto à barragem de Pirapora no rio Tietê, terá potência de 25 MW e poderá suprir a demanda de cerca de 100 mil pessoas. Essa energia já foi comercializada em leilão e começará a ser entregue em 1º. de janeiro de 2015. No entanto, a expectativa é que a obra seja concluída antes mesmo deste prazo.

“Estamos acompanhando de perto todas as obras de infraestrutura na área energética realizadas no Estado de São Paulo. Nosso objetivo é assegurar que os cronogramas sejam cumpridos e que a demanda por esse recurso seja plenamente atendida”, diz José Aníbal.

Vale destacar que a construção dessa usina contribui para o alcance de uma das metas propostas pelo Plano Paulista de Energia, ou seja, a ampliação do uso de energias limpas. Hoje, o Estado de São Paulo já conta com a participação de 55% de fontes renováveis na matriz energética, um dos índices mais altos do mundo, e deve chegar a 69% até 2020.

Considerada de baixo impacto ambiental, graças ao aproveitamento da estrutura já existente – uma barragem utilizada pela EMAE para o controle da água do Tietê – a hidrelétrica também tem um custo de construção menor, na ordem de R$123 milhões.

“Sob a perspectiva da EMAE, a construção dessa usina é uma oportunidade bastante interessante de negócio, já que conseguimos aproveitar recursos existentes para gerar novas receitas. Inclusive, estamos analisando a viabilidade técnica para reproduzir esse modelo em outras unidades, como no Tietê e na barragem de Edgard de Souza”, conta Ricardo Borsari, presidente da empresa.

Do ponto de vista do desenvolvimento local, a obra também apresenta vantagens, como a geração de cerca de 400 a 500 empregos diretos, além de contribuir para impulsionar o comércio e o serviço na região.

“Acreditamos que esse tipo de iniciativa, que alia desenvolvimento econômico, com um melhor aproveitamento dos recursos naturais, é um modelo de competitividade que reflete o espírito empreendedor do povo paulista”, afirma Aníbal.