03/04/2013

Governador Geraldo Alckmin e secretário de Energia lançam o Programa Paulista de Biocombustíveis

O governador Geraldo Alckmin e o secretário José Aníbal assinaram, nesta quarta-feira (3), o decreto que cria o Programa Paulista de Biocombustíveis, cujo objetivo é incentivar e ampliar a participação de combustíveis renováveis em órgãos, autarquias e fundações do Estado de São Paulo.

A assinatura aconteceu na abertura do 1º. Seminário Internacional sobre Biomassa, Biogás e Eficiência Energética,  evento promovido pela  Secretaria de Energia, em parceria com a Assessoria Especial de Assuntos Internacionais do governo de São Paulo.

De acordo com a determinação, fontes renováveis, como o etanol, biodiesel e biometano, terão preferência para abastecer a frota de veículos –contratada ou própria– e geradores de emergência das instituições vinculadas ao Estado.

Em seu discurso, Alckmin destacou a importância da biomassa para a geração de energia em São Paulo. “O Estado é o maior produtor de cana no mundo”, lembrou.

No evento também foi lançado o estudo “Levantamento do Potencial da Energia Solar Paulista” –um atlas com 25 mapas elaborados com dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e análise técnica da Secretaria de Energia– que mostra a potencialidade da produção solar em grande escala no Estado.

Segundo esse estudo,  São Paulo, considerando apenas a melhor faixa de incidência solar anual, tem potencial energético de 12 TWh/ano, suficiente para abastecer 4,6 milhões de residências, ou seja, 30% do consumo residencial do Estado.

O governador anunciou ainda o decreto que concede diferimento e suspensão de impostos para a cadeia de insumos usados nos setores solar, para aquecedores, e eólico.

Alckmin afirmou que já pediu à Secretaria da Fazenda uma análise para estender o benefício à geração fotovoltaica, por isonomia. “Uma maneira de estimular as energias renováveis é pela redução de impostos”, disse ele.

Para o secretário José Aníbal, “todas as questões sobre energia merecem atenção especial de São Paulo”, já que o Estado é o maior centro consumidor do país. Ele reiterou que o governo preza a manutenção de uma matriz energética renovável. “São Paulo tem 56% de energias renováveis e pretende chegar em 2020 com 69%, por isso, precisamos pensar em fontes alternativas para avançar nessa meta.”

Aníbal também lembrou que a Secretaria de Energia, em dezembro do ano passado, com o intuito de estimular o desenvolvimento de São Paulo, já havia lançado o “Atlas Eólico do Estado de São Paulo.

O evento, que começou nesta manhã (3) e vai até sexta-feira (5), reúne autoridades e pesquisadores dos Estados da Cúpula de Líderes Regionais (Regional Leaders Summit), formada por Alta Áustria (Áustria), Baviera (Alemanha), Cabo Ocidental (África do Sul), Georgia (Estados Unidos), Québec (Canadá), São Paulo (Brasil) e Shandong (China).

Para acompanhar, ao vivo, o seminário, acesse o link: http://media.escolasdegoverno.sp.gov.br/seminario