28/06/2013

Funcionários da EMAE se reúnem em confraternização do fim das obras de Henry Borden, após incêndio

“Este foi um trabalho extraordinário”, comentou José Aníbal, secretário de Energia de São Paulo a um grupo de cerca de 80 funcionários da Usina Hidrelétrica Henry Borden, da EMAE, nesta sexta-feira (28), em Cubatão.

Em 7 de abril deste ano, um incêndio destruiu cabos e arruinou equipamentos num pátio de alta tensão da usina. A equipe interna da EMAE não hesitou em enfrentar o calor e controlou o fogo.

Após o susto, a direção cotou com empresas especializadas o reparo. A resposta surpreendeu: o tempo mínimo para a manutenção era de seis meses.

Considerou-se que era tempo demais para o complexo ficar desligado. Henry Borden tem geração média efetiva de 160 MW, ou seja, é fundamental para alimentar o complexo industrial da região metropolitana de Santos, além da capital.

Dado o impasse, os funcionários tomaram para si a responsabilidade de consertar o estrago. As equipes aumentaram o tempo de jornada e trabalharam sem parar, em turnos de 12 horas. Em 60 dias, após cerca de 30 quilômetros de cabos trocados, a reparação foi concluída.

“Estamos aqui para agradecer a vocês pelo serviço prestado. Cada um agiu com muita competência para garantir a segurança energética de São Paulo, o que é exemplar”, continuou Aníbal.

O complexo, alimentado pelas águas da represa Bilings, compreende duas usinas. A primeira delas foi instalada em 1926 e tem importância histórica para o Estado de São Paulo – chegou a ser bombardeada durante a Revolução de 1932 –, a segunda é da década de 1950.