16/07/2013

São Paulo quer gás da Bacia de Santos para reduzir custos da indústria paulista, afirma José Aníbal

O secretário de Energia, José Aníbal, reforçou o desejo de São Paulo em utilizar em maior volume o gás oriundo da Bacia de Santos por parte da indústria paulista. “Nossa indústria continua utilizando o gás de origem boliviana e ansiamos pelo gás produzido na costa paulista, a exemplo de Pernambuco e Rio de Janeiro, que acabam oferecendo um produto 20% mais barato para o setor industrial”, afirmou o secretário na abertura da 14ª reunião do CEPG – Conselho Estadual de Petróleo e Gás Natural, na tarde desta terça-feira (16).

O encontro contou com o gerente geral da Unidade de Operações de Exploração e Produção da Bacia de Santos, da Petrobras, Osvaldo Kawakami. O executivo que lidera a instalação do complexo da empresa no litoral paulista, participou do encontro para falar das perspectivas da Petrobras para a Bacia de Santos nos próximos anos.

José Aníbal afirmou que a utilização do gás natural vindo da Bacia de Santos ampliaria a competitividade de setores como o do vidro, “cujo peso do gás no custo de produção representa cerca de 35% do total. Uma redução como a de outros estados neste montante seria muito importante”, frisou. Ele lembrou que há dois projetos de termoelétricas a gás natural para serem implantadas, uma da AES Tietê e outra da Duke, ambas com capacidade para 500 megawatts, mas a Petrobras ainda não deu garantias de que este fornecimento de gás da Bacia de Santos pode se ampliar.

O secretário lembrou que a própria Comgás também já fez este pedido junto a Petrobrás e o próprio governador Geraldo Alckmin mantém contato com a presidência da empresa, para tentar alcançar esta meta.

Ele também destacou a importância do conselho, que já vem acompanhando o crescimento de todo este processo de exploração do petróleo e gás da Bacia de Santos, dando suporte quanto às demandas com a Petrobras.

Em sua explanação sobre como está sendo a implantação da estrutura da Petrobras na Baixada Santista, o gerente geral Osvaldo Kawakami, lembrou que os investimentos para a extração de petróleo e gás contam hoje com recursos na ordem de US$ 147 bilhões, sendo a maior parte para o Pré-Sal. A curva de produção apresentada mostra que até 2020 cerca de 4,2 milhões de barris de petróleo/dia serão produzidos. São Paulo ficará responsável por um pouco menos da metade deste volume.

Somente na área da Bacia de Santos, serão implantadas mais 22 novas plataformas do tipo FPSOs (embarcações), além das cinco já existentes. Para dar conta de todo este volume de extração, produção e transporte destes recursos naturais, mais de 2.700 pessoas estarão trabalhando off shore e na sede da estatal, em Santos, até 2020.

A partir da apresentação de Kawakami, o secretário José Aníbal, ressaltou que São Paulo está disponível para novas parcerias com a empresa para atender a demanda de mão-de-obra especializada para o projeto, nos próximos sete anos. O executivo da empresa frisou que é importante pensar para os próximos anos em treinar profissionais para operação de equipamento eletromecânicos. “Precisamos de formação técnica com conhecimento avançado neste quesito”, explicou.

Confira a apresentação completa de Osvaldo Kawakami aqui