18/10/2013

Perspectivas para o setor de energia são tema de José Aníbal em reunião com empresa

As “Perspectivas Energéticas do Estado de São Paulo” foram tema do secretário de Energia do Estado de São Paulo, José Aníbal, em palestra na Comerc Energia, nesta sexta-feira (18), em São Paulo.

“Nossa meta é chegar em 2020 com 69% de participação de fontes renováveis na matriz energética do Estado”, afirmou ele. A proposta consta no Plano Paulista de Energia, que foi apresentado para equipe da empresa e seus parceiros durante a reunião.

O secretário explicou a preocupação do governo de São Paulo em estimular a geração de fontes alternativas em São Paulo.

A Secretaria de Energia já lançou estudos como o Atlas Eólico de São Paulo, o Levantamento do Potencial Solar Paulista e o Potencial Remanescente Hidroelétrico do Estado. Voltados para investidores, os estudos mostram as melhores áreas para a geração de cada fonte.

José Aníbal destacou os efeitos da intensificação da fiscalização do serviço das concessionárias de energia em São Paulo, desde a recriação da pasta em 2011. “Fizemos um conjunto de ações que garantiram um melhor atendimento da população pelas empresas”, disse.  Esse trabalho aconteceu, segundo o secretário, também para garantir o desenvolvimento do Estado. “Interrupções no fornecimento de energia são um desastre para a economia.”

Para José Aníbal, a ausência de diálogo do governo federal no planejamento de energia vem gerando insegurança dos investidores em relação ao Brasil. “Falta um olhar adiante. Energia exige investimento permanente e a condução da política para o setor tem efeito contrário”, ele disse sobre a antiga MP 579, hoje Lei nº 12.783. A legislação vinculou a renovação antecipada dos contratos das geradoras e transmissoras concessionárias à redução da tarifa de energia.

O secretário também lembrou que o governo federal ainda não pagou a indenização à Companhia Energética de São Paulo (CESP), que não aderiu à renovação antecipada, e atualmente faz a gestão da operação e manutenção da Usina Três Irmãos, localizada em Ilha Solteira. “A indenização tem de ser paga ao povo de São Paulo, que é o maior acionista da empresa”, disse.