04/12/2013

Cadeia de fornecedores e qualificação de mão de obra são desafios para petróleo e gás

O desenvolvimento da cadeia de fornecedores paulistas e a qualificação do capital humano do Estado de São Paulo para a indústria de petróleo e gás são os grandes desafios do Programa Paulista de Petróleo & Gás, de acordo com o subsecretário de petróleo e gás da Secretaria de Energia do Estado de São Paulo, Ubirajara Sampaio de Campos. Segundo ele, este é o eixo central do trabalho do governo paulista para apoiar as empresas do setor que queiram se instalar no Estado. “O investimento em qualificação é necessário para atingir o desafio de entregar a produção estimada de 4 milhões de barris em 2020”, disse, durante reunião do Conselho Estadual de Petróleo e Gás Natural, realizado na segunda-feira, dia 02.

Cursos como o de Engenharia de Petróleo, oferecido pela Universidade de São Paulo e transferido recentemente para Santos, demonstram a importância que o setor vem adquirindo dentro da indústria paulista. O objetivo é exatamente formar engenheiros capacitados para trabalhar nas empresas que estão se instalando na baixada santista. Atualmente o curso possui 57 alunos.

Outra iniciativa que vem sendo utilizada na formação de profissionais para a área de  petróleo & gás é através do programa “Via Rápida” do emprego, sob coordenação do Centro Paula Souza e da rede de ETECs e FATECs distribuída pelo Estado de São Paulo.

No âmbito do programa “Via Rápida”, foi construída uma unidade móvel com a finalidade de formar profissionais para a indústria de petróleo e gás, em diferentes regiões do Estado, em função da demanda identificada pelas empresas fornecedoras do setor de óleo e gás. Trata-se de cursos de baixa complexidade, com até três meses de duração, que são ministrados na própria unidade móvel, normalmente uma carreta que fica na localidade até terminar a etapa da formação. Cada aluno recebe uma bolsa de R$ 330 por mês durante o período do curso.

Também focado na formação de profissionais para o setor de petróleo e gás, o Programa de Mobilização da Indústria Nacional (Prominp) completa dez anos em dezembro. O coordenador do Prominp, Paulo Alonso, contou um pouco da experiência do programa durante sua participação na última reunião de 2013 do Conselho Estadual de Petróleo e Gás Natural (CEPG).

Segundo Alonso, em seis ciclos de formação de capital humano, o Prominp conseguiu qualificar 97 mil trabalhadores com investimentos de R$ 294 milhões. Alonso disse, contudo, que estudo interno mostrou que apenas 55% dos trabalhadores qualificados pelo programa estavam empregados no setor de Petróleo e Gás, sendo que os demais haviam sido absorvidos por outras cadeias de produção, como papel e celulose, química e siderurgia.

Diante do resultado, o Prominp decidiu alterar a forma de seleção do programa, contando agora com a participação mais ativa das empresas fornecedoras, que sabem definir de forma mais precisa o perfil do funcionário que deseja. Neste novo formato, o recrutado faz o curso de qualificação e dependendo de seu desempenho no curto, ele é contratado pela empresa. A expectativa é de que até 2015 outros 17.207 trabalhadores sejam qualificados pelos cursos do Prominp.