14/03/2014

Secretaria de Energia participa de assinatura dos Termos para construção de Centro Tecnológico de Petróleo e Gás da Baixada Santista

Foram assinados na Prefeitura de Santos, nesta sexta-feira (14), os Termos que dão início ao projeto de construção do Centro Tecnológico de Petróleo e Gás da Baixada Santista (CTBS). Participaram da cerimônia o secretário Estadual de Energia de São Paulo, José Aníbal, o prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa, o gerente executivo do Centro de Pesquisas da Petrobras, André Lima Cordeiro, o diretor-presidente da Fundação Parque Tecnológico de Santos, Marcus Vinicius de Lucena Sammarco, além de autoridades e representantes das Universidades envolvidas no projeto.

Na solenidade foi firmado o Termo de Cessão da área onde será feito o Centro, localizada no terreno do antigo Colégio Santista, no bairro Vila Nova, pela Prefeitura Municipal de Santos à Fundação Parque Tecnológico. Também foi assinado o Termo de Compromisso entre a Petrobras e as Universidades públicas paulistas – USP, UNESP e UNICAMP – que farão a gestão compartilhada do CTBS. Será o primeiro Centro de Pesquisas de Petróleo e Gás do Brasil a instalar-se fora do Estado do Rio de Janeiro.

A Petrobras prevê investir R$ 77 milhões para instalação do Centro que contará com atividades de automação, otimização de processos, gerenciamento remoto, computação científica de alto desempenho, realidade virtual, monitoramento ambiental, interação homem-máquina e logística. O prazo para desenvolvimento do Projeto Executivo será de 05 meses, após isso, serão mais 18 meses para implementação das obras e instalações do CTBS.

São Paulo deverá produzir, com a exploração do pré-sal, 620 mil barris de petróleo dia (bpd), em 2020, ante uma produção atual de 109 mil bpd. Estimativas indicam que as atividades do setor podem produzir mais de 200 mil empregos diretos e 120 mil indiretos na baixada santista até 2025. “Acredito que essa é a principal implantação da Petrobras no Estado de São Paulo, o que interessa é ter um Centro de Pesquisa aqui, é fundamental”, disse o secretário José Aníbal.

Atualmente, cerca de 50% do fornecimento nacional para a indústria do petróleo é proveniente de empresas paulistas, fato destacado por Aníbal que acredita nos ganhos futuros que a obra proporcionará ao Estado. “Isso nos dará um acréscimo de qualidade muito importante na área de pesquisa, além de ampliar a base de conhecimento com a sinergia que será gerada”, afirmou.