02/04/2014

José Aníbal integra Seminário sobre Bioeletricidade na Câmara dos Deputados

José Aníbal participou nesta terça-feira (1), do Seminário “1º de abril – O dia da verdade sobre a Bioeletricidade”, realizado na Câmara dos Deputados. O secretário de Energia do Estado de São Paulo falou no Painel – Os desafios da Bioeletricidade, moderado pelo deputado Arnaldo Jardim. Também participaram da mesa, Altino Ventura Filho, secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Pedro Mizutani, vice-presidente executivo da Raízen e Alexandre Figliolino, diretor do Itaú/BBA.

Foram debatidas propostas para a ampliação da bioeletricidade na matriz energética brasileira, através de biomassa, como por exemplo, os resíduos da cana-de-açúcar (bagaço e palha), insumo abundante em São Paulo. Os produtos da cana são a segunda fonte de energia do Brasil, respondendo por 17,8% da matriz energética nacional, à frente da geração de hidroeletricidade, que representa 14% do total.

O Estado de São Paulo tem instalado atualmente 4.800 MW a partir da cana. O Plano Paulista de Energia (PPE) detectou que São Paulo poderia saltar para 13 mil MW instalados, ou seja, quase a mesma potência da Usina de Itaipu. Para viabilização desse aumento, o Estado deve receber cerca de R$ 28 bilhões em investimentos oriundos da iniciativa privada. A bioeletricidade de cana é central para o PPE, que visa saltar dos atuais 55,5% para 69% de energia renovável na matriz energética paulista em 2020.

Aníbal falou que os leilões de energia devem ser feitos por fonte e região, para dar competitividade às fontes limpas que ainda não tem grande participação na matriz energética brasileira. O secretário cobrou mais diálogo por parte do governo Federal  e destacou as ações de incentivo do governo paulista às renováveis. “Nós já havíamos desonerado todos os equipamentos para o retrofit das caldeiras, para o álcool transportado por dutos, energia eólica e na semana passada concedemos diferimento no ICMS para geração elétrica ou térmica através de biogás, resíduos sólidos urbanos, solar fotovoltaica e biomassa”, afirmou o secretário.