09/01/2015

Secretaria de Energia tem novo Secretário

Nesta terça-feira (6), em cerimônia oficial, João Carlos de Souza Meirelles recebeu das mãos do ex-secretário Marco Antônio Mroz, a transição do cargo. Participaram colaboradores, secretários de estado, parlamentares e executivos do setor.

Em sua saudação, Mroz deu boas vindas ao novo secretário, falou sobre o compromisso do estado com as energias de fontes renováveis, sobre a importância da regulação da atividade minerária para construções cada vez mais sustentáveis, sobre o que representa o petróleo e gás natural em termos de energia para manter a matriz limpa, da importância da Rota 4 no abastecimento de gás natural para o estado, sobre os empreendimentos da Emae que a tornam uma importante geradora de energia, sobre o que representa a CESP na geração de energia para a produção industrial paulista e que deveria ser uma empresa com olhar de futuro pelos empreendimentos e possibilidades que se apresentam na produção de energia além do ponto de vista hídrico, agradeceu à todos os colaboradores e desejou sucesso ao sucessor. Para finalizar, disse da importância da Secretaria de Energia para o estado: ”Esta é uma secretaria estratégica para o estado de São Paulo e para o futuro do estado porque trabalha as questões relacionadas à energia, essencial para o crescimento do estado de São Paulo”, disse Mroz.

Para o novo Secretário de Energia, João Carlos de Souza Meirelles, a história de São Paulo foi feita sobre energia e a criação da Secretaria de Energia, ainda em 2010, resgata a tradição de São Paulo na produção, geração, transmissão e distribuição de energia. Para ele a pujança do estado só acontece porque os paulistas tiveram a competência e a capacidade de gerar um insumo vital para a indústria, que é a energia. Elencou as principais ações de São Paulo que ilustram esta história, como a construção da Usina Henry Borden e as usinas do Paranapanema, do Tietê, do Rio Grande e Rio Paraná, a criação da CESP, entre outras. Com isso, São Paulo construiu um potencial de crescimento nessa área e tem sido a âncora de outros processos de produção de energia, como o setor sucroalcooleiro no estado, que responde por 65% da produção de cana-de-açúcar no Brasil, potencializando a produção de energia elétrica de fonte renovável à partir da palha e do bagaço de cana. Citou que várias usinas já estão fazendo cogeração de energia com metodologias modernas e aumentando a oferta do insumo distribuído na rede.

Segundo o Secretário de Energia, parafraseando o Governador Geraldo Alckmin, é grande a parceria colaborativa do nosso estado com o país: “São Paulo cuida de São Paulo pensando no Brasil”, afirmou Meirelles. Falou da importância do gás natural como insumo energético, lembrando que ainda em 1966, quando era vereador no município de São Paulo, foi realizada a semana do gás. Citou a importância das duas usinas, em instalação no estado, de geração de energia elétrica de fonte fotovoltaica, para tornar mais moderna e eficiente essa geração. Lembrou da necessidade de rediscutir a matriz energética nacional e que São Paulo precisa assumir o protagonismo nessa área, no sentido de colaborar com o Brasil. Propõe uma aproximação ainda mais objetiva com a Petrobrás, iniciada ainda em 2004 pelo Governador Geraldo Alckmin, que permitiu a viabilização de importantes investimentos da empresa em nosso estado.

Lembrou que o estado de São Paulo hoje conta com 3,7 milhões de carros movidos à álcool e que foi protagonista no processo de implantação dessa tecnologia tendo sido o primeiro Estado brasileiro a reduzir o ICMS sobre o álcool de 25% para 12%. E que não há justificativas para a atual crise por que passa o setor sucroalcooleiro no país, que perde recursos e imensas oportunidades. Ressaltou o gigantesco parque industrial paulista, sua engenharia e capacidade produtiva.

E Finalizou destacando a missão que recebeu para atuar à frente da Secretaria de Energia, em sintonia com o novo governo que se inicia: “Nós estamos em um novo degrau, e este patamar significa que nós temos o compromisso de atender as necessidades do povo de São Paulo, mas, sobretudo de desenvolver um novo modelo de governo inovador, tecnológico, capaz de incluir a todos e aumentar a qualidade de vida do povo, de tal forma que este modelo não seja melhor do que o do Brasil, mas seja um modelo que o Brasil deve seguir”, afirmou Meirelles.