29/01/2015

UNICA e CCEE lançam programa de Certificação de Bioeletridade

Nesta segunda-feira, 26, a Secretaria de Energia participou do lançamento do Programa de Certificação de Bioeletricidade. Evento ocorreu na sede da União da Indústria de Cana-de-Açúcar – UNICA, em São Paulo e serviu para a oficialização do acordo entre a entidade e a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE, que permitirá a confirmação de informações sobre a origem contratual da energia comercializada entre usinas produtoras de bioeletricidade proveniente da cana-de-açúcar. Na pratica, produtoras e consumidores serão certificados através do Selo Energia Verde.

Trata-se do primeiro projeto que reconhece a energia verde no setor elétrico brasileiro, gerada a partir do bagaço e da palha da cana. De acordo com o programa, a UNICA deverá emitir certificados para usinas produtoras de bioeletricidade sucroenergética, associadas à entidade, e que sejam participantes do Protocolo Agroambiental do Setor Sucroenergético, assinado em 2007. Há exigência de atendimento aos critérios de sustentabilidade para as usinas e à determinados requisitos de eficiência energética. Os certificados funcionarão como uma espécie de selo verde da bioeletricidade, sem valor nominal, mas apenas atestando a origem da energia elétrica produzida de forma sustentável.

Segundo a entidade, a bioeletricidade da cana ofertou ao Sistema Interligado Nacional – SIN, quase dois mil MW médios no ano passado. Com o pleno aproveitamento da biomassa, a Empresa de Pesquisa Energética – EPE, estima que o potencial técnico dessa energia pode chegar a aproximadamente 20 mil MW médios até o ano de 2023. Mais informações: www.unica.com.br.

Para o Secretário de Energia, João Carlos Meirelles, o Programa é mais um incentivo ao enorme avanço tecnológico da área em São Paulo: “Este é um momento histórico, é uma nova etapa de um ciclo que começou em 2003/2004, num governo anterior de Geraldo Alckmin, quando viabilizamos a introdução do carro flexfuel, cujos desdobramentos resultaram na forte indústria canavieira em nosso estado e que, hoje, tira do papel a produção de energia elétrica a partir do bagaço e palha da cana”, afirmou.