30/06/2015

Secretário de Energia é palestrante no seminário Diálogos Energéticos

O WWF Brasil iniciou nesta segunda-feira, 29, o seu Diálogos Energéticos, ciclo de três seminários que abordarão temas distintos sobre energias de fontes alternativas renováveis (eólica, solar e biomassa) e sua participação na matriz energética do Brasil, com destaque para os temas inovação, viabilidade da microgeração em grande escala e novas formas de financiamento. A ideia nesses encontros é dividir experiências inovadoras e transformadoras, e debater alternativas para o Brasil.

Na ocasião o WWF Brasil lançou dois estudos, um sobre energia eólica e outro sobre energia solar fotovoltaica, que integram a série Potencial de Energias Alternativas para o Brasil: Oportunidades e Desafios, produzida pela entidade, e que tem o objetivo de auxiliar o país a encontrar o melhor aproveitamento de seu potencial energético a partir de fontes renováveis e alternativas.

Para a entidade, além da crise hídrica atual, a urgência do tema se justifica porque há três anos o Brasil tem acionado sistematicamente usinas termelétricas (UTEs) movidas a combustíveis fósseis, aumentando a incidência de gases de efeito estufa e os custos de geração de energia. E as vantagens das energias renováveis alternativas tornam-se ainda mais relevantes e evidentes com a crise do setor elétrico, por exercerem um papel complementar as usinas hidrelétricas, poupando parte considerável do uso de reservatórios das hidrelétricas e reduzindo a necessidade do acionamento das térmicas a base de combustíveis fósseis.

Em sua apresentação, o Secretário de Energia de São Paulo, João Carlos Meirelles, disse que qualquer análise da questão energética em São Paulo passa pelo diagnóstico de realidade: “Nós temos 4 milhões de habitantes a mais do que a Argentina, são 645 municípios com uma população urbana de 97%. E quem mora nas cidades precisa de energia em todas as suas formas. O governo de São Paulo construiu todas as hidroelétricas do estado e este sistema precisa ser complementado com a introdução, o mais que possível, de energia de fontes alternativas limpas. E é isto que hoje estamos viabilizando, pois é preciso agregar energia na base do consumo” afirmou Meirelles.

Outros dois encontros destes estão previstos para ocorrerem em julho e outro em agosto.