05/08/2015

Governador cobra investimentos no Congresso Brasileiro do Agronegócio

O secretário de Energia João Carlos Meirelles e o governador Geraldo Alckmin participaram nesta segunda-feira, 03 de agosto, da abertura do 14º Congresso Brasileiro do Agronegócio, em São Paulo.

O governador em seu discurso destacou a grande contribuição da agricultura e da pecuária para a economia brasileira, mas também cobrou do governo federal condições para que o custo de produção seja menor. O secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim, também participou do evento.

“O Brasil trocou a inflação pelo impostão. Nós criamos custo o dia inteiro. É um país que antes de ficar rico, ficou caro”, opinou o governador, apontando a necessidade de investimentos em logística em todo o Brasil para diminuir os custos da produção agropecuária. Alckmin lembrou que esta é uma forma de tornar a produção brasileira mais competitiva globalmente, o que pode aumentar as exportações e ajudar ainda mais no equilíbrio da balança comercial brasileira.

O governador lembrou que “o setor agropecuário é o que tem trazido mais boas notícias para o Brasil, é quem está segurando a economia”, por isso a importância em se investir em ferrovias, rodovias e hidrovias, por exemplo, como forma de escoar melhor a produção brasileira e diminuir o chamado custo Brasil – que conta ainda com altas taxas de juros federais. “Em São Paulo, por exemplo, temos o menor imposto sobre o álcool, 12%”, apontou Alckmin.

Líder mundial

Se o agronegócio tem sido o esteio da economia do Brasil, a produção brasileira ganhará mais atenção ainda com a perspectiva de que o País será o futuro líder mundial de fornecimento de alimentos. O ministro Aldo Rebelo, da Ciência, Tecnologia e Inovação, admitiu que “o Brasil vive um momento de ajuste necessário em sua economia em busca da retomada do crescimento”, mas destacou que “todos querem cooperar com o Brasil nas áreas de energia e alimentos”.

Para a Abag, o Brasil será líder e referência na produção de alimentos em todo o planeta, e deve investir em uma forte resposta tecnológica para responder a esse desafio. Realizando ainda ganho de eficiência nas carnes, aumento da produção de grãos e descarbonizando os combustíveis. De acordo com Luiz Carlos Corrêa Carvalho, presidente da Abag, “o Brasil tem recursos naturais e tecnologia para essa liderança”.