26/08/2015

Secretaria de Energia lança o programa SP na Rede Elétrica, que prevê a produção anual de energia capaz de abastecer uma cidade como Ribeirão Preto

Para ampliar a produção de energia elétrica e aumentar a participação de energias renováveis na matriz energética paulista, a Secretaria Estadual de Energia lançou nesta quarta-feira, 26 de agosto, o programa São Paulo na Rede Elétrica, que tem como objetivo ampliar o fornecimento de energia para a rede elétrica produzida a partir da queima da palha e do bagaço da cana-de-açúcar e outros insumos como cavaco de madeira.

Para isso, a Secretaria de Energia realizou um estudo mapeando as usinas existentes e identificando a sua produção, consumo e exportação de energia excedente para a rede elétrica.

Foram analisadas 166 usinas, que assinaram o Protocolo Agroambiental, sendo que 34 delas estão localizadas na região nordeste do Estado, a uma distância de 100 km do município de Morro Agudo.

Destas 34 usinas, 10 foram selecionadas para um projeto piloto em conjunto com a CPFL, concessionária de energia da região, para ampliarem a produção de energia existente.

“Considerando o excedente de energia que essas 10 usinas conseguem produzir na região de Morro Agudo, conseguiríamos aumentar o fornecimento para a rede em 237MW, o que significa o consumo anual de uma cidade como Ribeirão Preto, que possuiu 600 mil habitante”, explica o secretário de Energia, João Carlos de Souza Meirelles.

O programa foi anunciado pelo secretário durante o V Seminário sobre Bioeletricidade, que acontece na Fenasucro/Agrocana, no município de Sertãozinho, organizado pela CEISE Br/UNICA.

Além da concentração de usinas, a região foi escolhida porque está recebendo, em Morro Agudo, uma nova subestação de 500/138 kV operada pela CPFL, reforços nas linhas de transmissão local e conexões que permitirão o escoamento da energia elétrica excedente das usinas de biomassa da região.

Biometano

Durante o evento, o secretário também participou da assinatura de um protocolo de intenções entre as empresas Gás Brasiliano (distribuidora), Malosso Bioenergia S/A (fornecedora da vinhaça) e Consórcio CSO (tecnologia de biodigestão de vinhaça) para realizar a distribuição de biometano proveniente da vinhaça aos municípios de Itápolis e Catanduva.

O projeto terá investimento de R$ 16 milhões e produzirá 25 milhões de m³ de biometano num período de 5 anos. A estimativa é que a produção comece no segundo trimestre de 2016.

“Essa é uma iniciativa extremamente importante do setor privado para ampliar o fornecimento de energias renováveis em São Paulo. São projetos como esse que o Governo do Estado quer apoiar”, destacou Meirelles.

A iniciativa está alinhada ao Programa Paulista de Biogás do Estado de São Paulo (Decreto nº 58.659, de 04/12/2012), que prevê a obrigatoriedade de injeção de um percentual mínimo de biometano no gás natural comercializado no Estado de São Paulo e cuja ênfase é o biogás produzido a partir de vinhaça.