05/08/2015

Secretario de Energia faz apresentação sobre “O Protagonismo de SP no setor energético”

O secretário de Energia João Carlos Meirelles fez palestra na abertura do seminário “A Política Energética Brasileira”, organizado pelo Conselho de Infraestrutura da Associação Comercial de São Paulo, nesta terça-feira, 04 de agosto. Em sua apresentação o secretário destacou diretrizes estratégicas e projetos estruturantes para garantir e aumentar a oferta de energia no Estado. “Nós precisamos cada vez mais gerar energia próximo ao centro de carga, utilizar em conjunto as fontes renováveis como: solar, eólica, biomassa e inserir definitivamente o gás na matriz energética, dentro do conceito da sustentabilidade”, destacou Meirelles.

O primeiro projeto neste conceito será implementado em parceria com a Comgas e a Eletropaulo, concessionárias de distribuição de gás e energia elétrica no estado, para abastecer o Complexo Hospitalar Clínicas na capital paulista. A planta contará com uma central de cogeração a gás, usina solar fotovoltaica e sistema de armazenamento de energia, modernização do sistema de ar condicionado e de outros equipamentos. Meirelles citou ainda a implantação de novas termoelétricas em São Paulo e Baixada Santista, em terrenos da EMAE e com parceria com o setor privado.

O secretário também disse esperar do governo federal uma medida para resolver o impasse criado em torno do déficit de geração de eletricidade no País, o chamado GSF. E afirmou que o Ministério de Minas e Energia (MME) tem se mostrado bastante favorável à determinação de um limite aos riscos hidrológicos que devem recair sobre as geradoras de energia.

Para Meirelles, o risco equivalente a 5% do déficit é compatível com a realidade do mercado. “Você começa a aumentar muito o risco a que estão expostas as geradoras e o que acontece é que as empresas serão obrigadas a repassar isso ao custo da produção das próximas hidrelétricas”, disse ele. “Se o governo faz isso, dificulta a entrada de novos produtores no mercado.”

Termelétricas

O secretário destacou que a construção de até seis unidades termelétricas na região próxima da usina de Piratininga será feita por meio de uma SPE, com participação minoritária da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae). O Estado já abriu uma chamada pública para, nos próximos 30 dias, reunir os interessados no negócio. As novas instalações vão quadruplicar a produção local, segundo ele, com a adição de 1.500 MW de potência.

O governo estaria estudando também processos para despoluir o rio Pinheiros e, com isso, possibilitar o aumento do volume de água projetado à usina Henry Borden, na represa Billings. O secretário estimou que, dos 890 MW de potência máxima da hidrelétrica, são usados 34 MW.

Como forma de garantir o suprimento de energia elétrica ao desenvolvimento econômico do estado, Meirelles lembrou a importância de se discutir todos os tipos de produção de energia: “Evidentemente, não podemos deixar de incluir, nos próximos debates, também a energia atômica. Com toda a segurança, temos condições de discutir isso, e São Paulo quer ser protagonista”, disse.