20/10/2015

Meirelles apresenta programa SP na Rede Elétrica em Ribeirão Preto

Nesta segunda-feira, 19 de outubro, o secretário de Energia do Estado de São Paulo, João Carlos Meirelles, apresentou o programa SP na Rede Elétrica para associados da AEAARP, na abertura da 8ª Semana de Engenharia realizada pela instituição naquela cidade.

O programa visa ampliar o fornecimento de energia para a rede elétrica produzida a partir da queima da palha e do bagaço da cana-de-açúcar e outros insumos como cavaco de madeira. “Antigamente esse insumo era um problema para o usineiro. Hoje, o bagaço da cana vale ouro. É o pré-sal do interior paulista”, destaca Meirelles.

A Secretaria de Energia realizou um estudo mapeando as usinas existentes no Estado e identificando a sua produção, consumo e exportação de energia excedente para a rede elétrica.

Foram analisadas 166 usinas, que assinaram o Protocolo Agroambiental, sendo que 34 delas estão localizadas na região nordeste do Estado, a uma distância de 100 km do município de Morro Agudo, que contempla as regiões administrativas de Ribeirão Preto, Franca e Barretos.

Destas 34 usinas, 10 foram selecionadas para um projeto piloto em conjunto com a CPFL, concessionária de energia da região, para ampliarem a produção de energia existente. Considerando o excedente de energia que essas 10 usinas conseguem produzir na região de Morro Agudo, conseguiríamos aumentar o fornecimento para a rede em 237MW, o que significa o consumo anual de uma cidade como Ribeirão Preto, que possuiu 600 mil habitantes.

Além da concentração de usinas, a região foi escolhida porque está recebendo, em Morro Agudo, uma nova subestação de 500/138 kV operada pela CPFL, reforços nas linhas de transmissão local e conexões que permitirão o escoamento da energia elétrica excedente das usinas de biomassa da região.

O secretário também abordou temas importantes para a segurança energética de grandes centros consumidores como é o caso de Ribeirão Preto. O Gás Natural é a aposta do Estado de São Paulo para garantir o fornecimento de energia e fomentar a entrada das energias solar e eólica na matriz energética.

“São Paulo não tem mais a possibilidade de ter grandes hidrelétricas, apenas PCHs e as energias renováveis ainda não possuem uma garantia firme de energia. Por isso, temos que fomentar o uso do gás natural como energia de base em grandes centros consumidores”, explica Meirelles.