29/10/2015

No Rio, Meirelles discute swap e introdução de novas termoelétricas a gás natural em São Paulo

Planta da Emae onde as temoelétricas serão construídasO secretário de Energia do Estado de São Paulo, João Carlos Meirelles, viajou ao Rio de Janeiro nesta quinta-feira, 29 de outubro, para discutir com os presidentes do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), Hermes Chipp, e da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), Maurício Tolmasquim, a entrada de novas termoelétricas a gás, que serão construídas no mesmo terreno da sede da Emae (Empresa Metropolitana de Águas e Energia), próximo do rio Pinheiros e do reservatório Billings na capital paulista.

Meirelles discutiu a possibilidade da entrada das termoelétricas no sistema interligado nacional. “Tanto a EPE quanto o ONS estão sintonizadas conosco para a necessidade de energia termoelétrica a gás, que proporcionará segurança energética e a introdução definitivamente das energias renováveis na matriz energética brasileira”, disse.
A Secretaria de Energia, por meio da Emae, lançou em julho deste ano edital com o objetivo de buscar parceiros para expansão da geração de energia a partir de fonte termoelétrica a gás natural.

Em 5 de outubro a Emae recebeu 15 manifestações de interesse para implantação de projetos termoelétricos a gás, totalizando 21 projetos, com variação de potência instalada de 40 a 1.400MW. Os montantes de potência ativa a serem implantados serão dimensionados no decorrer do processo, levando-se em conta os espaços físicos disponíveis e as avaliações ambientais dos projetos.

Todos os proponentes foram habilitados, conforme critérios estabelecidos na Chamada Pública, e a seleção das melhores propostas levará em conta o porte do empreendedor, bem como, o detalhamento ambiental, técnico-econômico e financeiro.

No momento, estão sendo celebrados acordos de confidencialidade com todos os proponentes e já encaminhados os formulários para detalhamento técnico-econômico dos projetos, os quais deverão ser encaminhados para a Emae até 9 de novembro para início da etapa de análise pela empresa.

Além das seis áreas que somam, aproximadamente, 120 mil metros quadrados, a empresa oferece estruturas de suporte para operação e manutenção de usinas com mão de obra especializada e oficinas.

As áreas da Emae são consideradas estratégicas em função de sua localização. Além de estarem dentro do maior centro consumidor do país, os terrenos estão próximos aos pontos de conexão com linhas de transmissão elétrica em 88kV, 230kV e 345kV e ao gasoduto, facilitando o acesso a esse insumo. No local já se encontra instalada a UTE Piratininga e a UTE Fernando Gasparian, operadas pela Petrobras.

A implantação dessas usinas permite aumentar significativamente a segurança energética da região metropolitana de São Paulo, com potenciais ganhos ambientais tendo em vista a substituição de geração emergencial a diesel em instituições e empresas.

Swap de gás

Ainda no Rio de Janeiro, Meirelles se reuniu com o diretor da ANP (Agência Nacional do Petróleo), José Gutman, para debater o swap de gás. Hoje, o Estado de São Paulo recebe cerca de 52 milhões de metros cúbicos de gás por dia, consome 17 milhões e envia outros 17 milhões para o Sul do país e para Minas Gerais. Os 18 milhões de metros cúbicos restantes são o tema do encontro.

“A ANP nos informou que deve publicar até o final deste ano a regulamentação do swap”, comentou Meirelles.

O swap será um dos elementos para a forte introdução do gás natural na matriz energética de São Paulo. Outro projeto que visa substituir a energia elétrica pelo gás é o Programa de Geração Distribuída de Energia Elétrica e Térmica no Complexo Hospitalar das Clínicas.

O projeto inclui uma central de cogeração, usina solar fotovoltaica com sistemas de armazenamento de energia e modernização de equipamentos de ar-condicionado, e permitirá aumentar a confiabilidade do sistema de energia, a modernização do parque de equipamentos, redução dos custos operacionais e centralização da geração de energia e água gelada. E objetiva a ampliação da segurança energética e a máxima eficiência no uso integrado de energia em todo o conjunto destas unidades do maior complexo hospitalar do país.