13/11/2015

Governo lançará programa de eficiência energética em hospitais e universidades

Programa contará com financiamento do BNDES e parceria com Ministério da Educação

O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, anunciou que o governo pretende lançar um programa de eficiência energética em parceria com Ministério da Educação e com o apoio do BNDES. A ideia é incentivar o uso de geração distribuída em instituições de ensino federal e hospitais, bem como apoiar financeiramente pequenos e médios municípios brasileiros a substituírem a iluminação pública por tecnologias mais eficientes. “Estamos bastante avançado com o BNDES…. É um programa que estabelecerá um novo paradigma”, afirmou Braga durante evento em São Paulo, nesta quinta-feira, 12 de novembro.

“Vamos pegar as universidades federais, escolas técnicas federais e os hospitais universitários brasileiros e vamos torná-los eficientes energeticamente. Imagina nós cobrirmos os estacionamentos das universidades federais com energia solar. Daremos conforto aos veículos e daremos uma equação que praticamente tornará nossas universidades neutras do ponto de vista do custo na energia elétrica e algumas delas serão exportadas de energia”, disse o chefe da pasta de energia.

Para os hospitais, a ideia é também utilizar a energia fotovoltaica como back up para ser usada em caso de falta de fornecimento por parte da concessionária de distribuição. Além disso, o governo quer criar laboratórios nas escolas técnicas para formar mão-de-obra capaz de realizar manutenção em sistemas solares. Com o apoio do BNDES e em parceria com as distribuidoras, pequenos e médios municípios passarão ter acesso a uma linha de financiamento para eficiência energética. Os recursos serão utilizados para realizar a substituição da iluminação pública por lâmpadas com tecnologia LED. Como contrapartida, as prefeituras dariam como garantia a Taxa de Iluminação Pública. Braga não informou quando o programa será lançado. “Acho que temos um potencial gigantesco e vamos andar muito em eficiência energética”, declarou o ministro.