05/11/2015

Menos de 5% da palha de cana-de-açúcar está sendo aproveitada

A receita gerada a partir da energia da biomassa pode parecer pouca, a princípio, mas nos últimos anos, para algumas usinas que estão cogerando, essa fonte de receita foi o principal produto que contribuiu para a margem EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de muitas usinas. “Por isso, está perdendo dinheiro quem ainda não se voltou para esta oportunidade”, frisa Henrique D´Avila, especialista de negócios do CTC.

Pelo jeito, tem muita gente perdendo dinheiro, pois levantamento realizado pelo próprio CTC, aponta que menos de 5% de toda essa palha disponível para recolhimento está sendo de fato aproveitada. “Em torno de 40 bilhões de toneladas de palha no Brasil hoje poderiam estar sendo recolhidas de maneira sustentável, mas não estão.”

Foi com o objetivo de capturar esta oportunidade, que o CTC se debruçou nos últimos anos a entregar soluções diferenciadas ao mercado na área de recolhimento de palha, originando a tecnologia Palha Flex.

Por que este nome? “Primeiro porque temos condições de oferecer tecnologia para as principais rotas de recolhimento de palha. Tanto no sistema de limpeza a seco, como na rota do enfardamento, em que temos o primeiro projeto implementado com a Ferrari. Além disso, esta palha recolhida também tem a flexibilidade para ser utilizada nos principais mercados, tanto de cogeração de energia como de etanol de segunda geração.”

O CTC oferece ao mercado, além do sistema de limpeza a seco e da planta de processamento de fardo, um sistema híbrido que nada mais é do que uma planta que integra os dois sistemas: parte da palha é recolhida pelo sistema de limpeza a seco, e outra pelo sistema de processamento de fardos. “A vantagem deste sistema, que também pode ser aplicado em grandes módulos, é que se consegue otimizar alguns equipamentos”.