01/12/2015

Centro de Pesquisa para Inovação em Gás Natural é lançando na Fapesp

O secretário-adjunto de Energia e Mineração, Ricardo Toledo, participou nesta terça-feira, 1º de dezembro, da criação do Centro de Pesquisa para Inovação em Gás Natural formado pela Fapesp e pela BG Brasil, empresa do BG Group, e terá sede na Universidade de São Paulo (USP).

“A criação desse Centro chega no momento em que o Governo do Estado escolheu o Gás Natural como insumo prioritário para garantir a produção de energia próximo aos grandes centros de carga. Tenho certeza que essa parceria irá render bons frutos ao desenvolvimento econômico sustentável”, disse Toledo.

O centro de classe mundial irá investigar o uso atual e futuro do gás natural com o objetivo de aumentar a sua participação na matriz energética e mitigar as emissões de gases de efeito estufa nas próximas décadas.

Para José Goldemberg, presidente da FAPESP, trata-se de um marco da participação brasileira no que ele chamou de “revolução energética global”.“O mundo vive uma revolução que deve culminar no amplo desenvolvimento de fontes renováveis de energia, mas nós ainda não chegamos lá. Nesse cenário, o gás natural se apresenta como uma transição por ser o mais limpo dos combustíveis fósseis. A FAPESP, ao lado da BG Brasil, financia uma iniciativa de proporções compatíveis com os desafios e os potenciais que São Paulo tem de gerar energia limpa. A Fundação acredita no papel do conhecimento científico nessa revolução”, declarou.

O Centro será coordenado por Julio Meneghini e por Alexandre Breda, gerente de Projetos Ambientais do BG Group. A proposta da Poli/USP foi selecionada no âmbito de chamada conjunta da Fapesp e BG Brasil.

“Nossas linhas de pesquisa serão voltadas para o transporte e para o uso do gás, além da prospecção de novos insumos a partir dele”, adiantou Meneghini. Os projetos poderão, por exemplo, investigar especificamente processos de reforma do gás natural para produção de hidrogênio ou desenvolver células a combustível com alta eficiência energética e baixíssima emissão de CO2, ele acrescentou.

O investimento da Fapesp será de R$ 27 milhões e da BG Brasil, R$ 30 milhões. Cabe à USP uma contrapartida na forma de apoio institucional e administrativo aos pesquisadores envolvidos.

Orientado por três linhas complementares de pesquisa – Engenharia, Físico-Química e Política Energética e Economia – o Centro vai investigar a geração de energia com baixa emissão de carbono, o uso de gás natural como combustível para navios, a prevenção de emissões fugitivas de gás metano, a combustão avançada de gás natural, célula a combustível, a conversão de gás natural em matérias-primas para a indústria química, o desenvolvimento de uma cadeia de fornecimento de gás natural para áreas remotas, entre outros.

As pesquisas serão conduzidas em parceria entre pesquisadores da Poli, dos institutos de Energia e Ambiente (IEE) e de Química (IQ) de São Carlos, e da Faculdade de Direito, todos da USP, e do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN) e engenheiros da BG Brasil.

O Centro de Pesquisa para Inovação em Gás também irá interagir com o Sustainable Gas Institute (SGI), uma parceria entre BG Group e Imperial College London, por meio de intercâmbio entre pesquisadores e estudantes, compartilhamento de informações e os resultados das pesquisas, além da promoção de seminários, conferências e workshops.

“Estamos ansiosos para ver as conquistas desse centro e satisfeitos em poder contribuir com a expertise do BG Group em gás natural. O gás natural é o combustível mais ‘limpo’ do ponto de vista ambiental entre os combustíveis fósseis e entendemos que pode exercer papel importante na matriz energética brasileira. No Centro será possível desenvolver pesquisa brasileira de classe mundial e proporcionar aplicações reais na indústria, como no pré-sal. Parabéns à USP e ao Professor Júlio pela proposta vencedora”, completa Adam Hillier, Chief Technology Officer do BG Group.