17/12/2015

Consumo de gás natural fica estável na indústria em outubro e cresce no segmento automotivo

Consumo de GNV registrou alta de 1,19% em outubro frente a setembro; segmento de cogeração apresentou variação positiva de 4,30% no período

Em outubro, na comparação com o mês de setembro, o consumo de gás natural no país ficou praticamente estável no segmento industrial, com ligeira queda de 0,55%, conforme aponta levantamento estatístico da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás). Na comparação com o desempenho de outubro de 2014, os indicadores de consumo na indústria registraram queda de 4,37%. Já no acumulado do ano (de janeiro a outubro de 2015 versus mesmo período de 2014), a queda é de 1,59%.

Outro segmento que apresentou retração na comparação com o mês anterior é o de geração elétrica, com 9,96%. Na comparação com outubro de 2014, a redução foi de 11,35%, consequência da redução da demanda por energia elétrica do país.

Em outubro de 2015 foram consumidos, em média, 74,21 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia em todo o país enquanto em outubro de 2014 o volume foi de 78,87 milhões de metros cúbicos/dia.

“Essa retração é reflexo da desaceleração econômica no país. No entanto, esse momento representa uma oportunidade. O gás natural é um energético bastante versátil, capaz de contribuir tanto para a retomada da economia brasileira como para a redução do nível de emissões de CO2 em segmentos como o industrial e o automotivo, por exemplo. É preciso estabelecer políticas que fortaleçam o mercado de gás natural no país, ampliando a oferta desse energético com preços competitivos”, afirma o presidente executivo da Abegás, Augusto Salomon.

O residencial também apresentou retração de 11,61% na comparação com o mês anterior, em grande parte por causa da sazonalidade do período, que apresentou temperaturas mais elevadas, com reflexos no consumo de gás em aquecedores de chuveiros. No acumulado de janeiro a outubro, o consumo baixou 0,58% em relação ao mesmo período de 2014.

Alterando a curva de variação, o segmento automotivo registrou alta de 1,19% em outubro frente a setembro. O acumulado de janeiro a outubro aponta queda de 3,07% na comparação com o mesmo período em 2014.

“Com a alta dos preços da gasolina e do etanol, os consumidores vêm percebendo que o GNV é uma opção cada vez mais econômica. Um estudo recente da Abegás revelou que em seis estados brasileiros o GNV é 50% ou mais econômico que o etanol e a gasolina na relação por quilômetro rodado. Ainda de acordo com esse critério, o GNV é 45% ou mais econômico em 13 estados na comparação com os combustíveis líquidos. Em todo o país, diversas associadas da Abegás mantêm campanhas educativas e de incentivo para apresentar aos consumidores todas as vantagens do GNV”, destaca o presidente executivo da Abegás.

O segmento comercial também manteve-se estável, com ligeira alta de 0,36%. Contra outubro de 2014, a evolução é de 1,89%. Na cogeração, o crescimento é de 4,30% em outubro versus setembro e 4,25% na comparação com outubro de 2014.

O segmento comercial vem crescendo mês a mês. E isso é resultado direto do trabalho das empresas distribuidoras, que cada vez mais comunicam as vantagens do gás natural para clientes como restaurantes, bares, padarias, shoppings, edifícios comerciais, clubes e academias, entre outros. A cogeração também vem crescendo por conta do interesse cada vez maior de empreendimentos interessados em buscar uma alternativa competitiva que proporcione autossuficiência energética, confiabilidade, segurança e sustentabilidade”, afirma Salomon.

Consumo regional

Na região Sudeste, o destaque em outubro foram os segmentos comercial e automotivo, com crescimento de 1,2% e 1%, respectivamente.

Na região Sul, o segmento Industrial apresentou variação positiva de 4,3%, enquanto o automotivo registrou 1,8%.

No Nordeste, o segmento de cogeração teve alta de 20%.

Na região Norte, o segmento comercial cresceu 3,3%. Já o automotivo subiu 3,4%.

No Centro-Oeste, os pontos altos foram os segmentos industrial e cogeração, com crescimento de 10,4% e 3,6%, respectivamente.