02/12/2015

Fórum Nacional de Secretários de Minas e Energia é realizado em Goiás

Discutir o plano nacional para o setor até 2023 foi o objetivo do encontro desta terça-feira, 1º de dezembro, do Fórum Nacional de Secretários de Minas e Energia, realizado no Palácio Pedro Ludovico Teixeira, em Goiás. O encontro bimestral das autoridades do setor energético de todo o Brasil contou com a participação do secretário de Energia e Mineração do Estado de São Paulo, João Carlos Meirelles.

“Este Fórum é muito proveitoso, porque conseguimos ver as diferentes características de cada região do Brasil. As energias solar e eólica, que têm um potencial de crescimento muito grande principalmente no nordeste, são fontes intermitentes. Precisamos de uma energia na base para que nos próximos 25 anos as renováveis sejam uma realidade. E essa energia na base é o gás natural que tem um potencial de crescimento enorme no pré-sal localizado em São Paulo”, disse Meirelles.

Além do governador de Goiás, Marconi Perillo, também participaram o presidente do Fórum e secretário de Energia do Rio de Janeiro, Marco Capute, o diretor geral do ONS, Hermes Chipp e secretários de estado com interesse em energia de outras federações do país.

Segundo Perillo, o Governo de Goiás tem dado andamento a uma experiência pioneira no Estado de cogeração solar. “Temos pelo menos oito meses do ano com muito sol e nós vamos dar vazão a essa possibilidade”, disse.

O secretário das Cidades e do Meio Ambiente do Estado, Vilmar Rocha, disse que a Alemanha, com incidência solar menor que o Brasil tem quase 30% de sua matriz energética de origem solar, enquanto nós possuímos menos de 1%. “Temos um longo espaço para o desenvolvimento desse tipo de energia no país. O Fórum tem discutido e estudado esse assunto e projeta elevar a produção fotovoltaica para 5% da matriz energética nacional”, afirmou Rocha.

Outro assunto discutido foi a reabertura da hidrovia Tietê-Paraná, fechada em 2014 por falta de água (usada pelas usinas hidrelétricas), após 30 anos em operação. Estima-se que se for confirmada a média pluviométrica, a hidrovia será reaberta.

Para Chipp, o abastecimento de energia está garantido e a hidrovia Tietê-Paraná pode ser reaberta em meados de fevereiro, dependendo das chuvas. “O Brasil é um país privilegiado com potencial diversificado de fontes de energia”, disse. O diretor da ONS declarou ainda que painéis solares podem ser instalados nas usinas hidrelétricas, e que já existe projeto para o reservatório de Balbina. Outras usinas que possuem área com grande disponibilidade solar também poderão receber os painéis.

Marco Capute, presidente do Fórum afirmou que houve ampliação do campo de ação da entidade, para minas e energia, e conta com a participação no Conselho Nacional de Políticas Energéticas e na Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Para ele, a matriz energética hidrelétrica está chegando no limite. “A primeira coisa que se precisa montar é a política de administração do gás com um preço mais competitivo, pois essa é uma alternativa a curto prazo, visto que o crescimento da energia eólica e solar ainda levará mais tempo”, disse.

Sobre o Fórum

O Fórum Nacional de Secretários de Minas e Energia – FME foi instituído em 1995 com a finalidade de promover o debate em torno das questões energéticas do país e de ser um mecanismo de interlocução dos governos estaduais com o governo federal, as organizações empresariais e as instituições da sociedade civil organizada.

A entidade conta com a participação das 27 unidades da federação, tem a missão de contribuir para o aperfeiçoamento da política energética brasileira e articular o fortalecimento da atuação das secretarias estaduais para assuntos de energia. É considerado um espaço de discussão apartidário e pluralista.

Como órgão de representação o Fórum mantém assento nas seguintes instituições do governo federal: um representante no Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), cujo titular é o secretário de Energia do Estado de São Paulo, João Carlos de Souza Meirelles; e cinco representantes na Empresa de Pesquisa Energética (EPE), um por região do Brasil.