08/12/2015

Meirelles leva o gás natural como pauta ao Conselho Nacional de Política Energética

A 31ª reunião do Conselho Nacional de Política Energética, órgão de assessoramento do presidente da República para formulação de políticas de energia, aconteceu nesta terça-feira, 8 de dezembro, na sede do Ministério de Minas e Energia, em Brasília.

O secretário de Energia e Mineração do Estado de São Paulo, João Carlos Meirelles, representante dos estados brasileiros no Conselho, levou uma pauta formulada no Fórum Nacional de Secretários de Minas e Energia (FNSME), que coloca o gás natural como insumo de transição para as energias renováveis e garantia de segurança energética na base.

Durante a última reunião do FNSME foram debatidos a inclusão de novas termelétricas a gás natural na base do sistema elétrico. São Paulo já tem um projeto para a construção de até seis termelétricas a gás em terreno localizado na sede da Empresa Metropolitana de Águas e Energia – Emae, na Capital.

Meirelles também colocou em discussão no Conselho Nacional de Política Energética assuntos que estão em tramitação na Agência Nacional do Petróleo (ANP). Entre eles a sessão de capacidade dos dutos da Petrobrás, o livre acesso aos dutos e a troca operacional de gás, conhecida como swap de gás. “Essa pauta precisa ser prioridade no Brasil. É um anseio da iniciativa privada para facilitar o acesso ao insumo”, afirma.

A regaseificação do gás natural liquefeito – GNL, foi outro tema levado ao Conselho pelo secretário paulista. “Precisamos ter no Brasil mais polos de regaseificação de GNL para que esse insumo se torne ainda mais forte nos próximos 25 anos até a entrada definitiva das energias renováveis na matriz energética nacional”, destacou Meirelles.

A preocupação com o gás natural brasileiro é ainda maior devido a estimativa de alta de 78,25% no preço de venda do gás que vem da Bolívia a partir de 2019. O presidente boliviano, Evo Morales, quer aumentar de US$ 5,7 por milhão de BTU para US$ 10,16, segundo informações publicadas na imprensa boliviana.

A reunião do Conselho Nacional de Política Energética ainda debateu o planejamento da expansão energética; as condições de atendimento do Sistema Interligado Nacional – SIN, para o período de 2016 a 2019; o abastecimento de Petróleo, Gás Natural, Derivados e Biocombustíveis, para o período 2015 a 2018; os leilões de Petróleo, Gás Natural, Biodiesel, geração e transmissão de energia elétrica, os resultados dos estudos para o Sistema Nacional de Estoques de Combustíveis e o Plano Anual de Estoques Estratégicos de Combustíveis.