29/12/2015

ONS prevê queda de 3,9% do consumo de energia no primeiro mês de 2016

RIO  –  O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) prevê que o consumo de energia em janeiro de 2016 seja de 66.906 megawatts (MW) médios. O volume significa uma queda de 3,9% em relação a igual período de um ano antes.

A estimativa é influenciada pela expectativa de redução do consumo nos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste (-6,1%) e Sul (-6,4%). Para o Norte e Nordeste, o operador prevê um aumento de 9,1% e 1,7% em relação a janeiro de 2015. O salto previsto para o consumo no Norte é influenciado pela integração de Manaus ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

Para dezembro de 2015, o ONS espera que o consumo de energia no sistema fique em 65.386 MW médios. O volume é 0,4% inferior ao apurado no último mês de 2014.

O operador também prevê que os reservatórios hidrelétricos do Sudeste/Centro-Oeste, que concentra 70% da capacidade de armazenamento de água para geração de energia do país, cheguem ao fim de janeiro com 34,3% de estoque. No início de 2015, no auge da crise energética, esse indicador era de apenas 16,8%. Os lagos das usinas das duas regiões marcam hoje 29,29%.

O operador espera um volume de chuvas de 87% da média histórica para janeiro no Sudeste/Centro-Oeste.

Com relação ao Nordeste, onde a situação ainda é crítica, a expectativa é que os reservatórios terminem o primeiro mês de 2016 com 7,6%, contra 16,4% em 31 de janeiro de 2015. Os lagos das usinas da região marcam atualmente 5,24%. E o operador prevê um volume de chuvas de apenas 29% do histórico para o período em janeiro, ainda sob efeito do El Niño, caracterizado pelo excesso de chuvas no Sul e escassez no Norte e Nordeste.

Também devido ao fenômeno climático, o órgão espera um volume de chuvas de 148% acima da média para janeiro no Sul, onde os reservatórios estão com 99,22% da capacidade. A estimativa do operador é chegar ao fim de janeiro com 95%, contra 59,4% no fim do primeiro mês de 2015.

Com relação ao Norte, onde os reservatórios estão com 15,56% da capacidade, o operador espera que o indicador alcance 21,7% no fim de janeiro, com a ocorrência de um volume de chuvas de 33% do histórico para o mês. Em 31 de janeiro de 2015, o nível dos lagos das usinas da região estava em 34,7%.