29/12/2015

Petróleo cai, mas tende a ficar sem direção

Londres – Os futuros de petróleo operam em forte baixa na manhã desta segunda-feira, em meio ao reduzido volume de negócios que precede o feriado de Ano-Novo, com a perspectiva para a oferta e a demanda basicamente inalterada desde antes do Natal.

Às 8h39 (de Brasília), o Brent para fevereiro caía 1,79%, a US$ 37,21 por barril, na plataforma eletrônica ICE, enquanto o petróleo para o mesmo mês negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) recuava 2,20%, a US$ 37,26 por barril.

“O mercado está sem direção. Na verdade, não há muita coisa movendo o mercado e os volumes negociados são demasiadamente pequenos para afirmar se ele está indo para um lado ou para o outro. Está tudo muito parado”, comentaram analistas da Global Risk Management.

O Brent se valorizou antes do Natal, em reação a dados do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) norte-americano mostrando que os estoques de petróleo dos EUA estavam mais baixos do que de costume.

Mas isso acabou sendo contrabalançado por temores causados pela desaceleração da economia global. Dados do Japão, por exemplo, mostraram que a produção industrial local caiu 1% em novembro ante o mês anterior.

Além disso, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) confirmou na semana passada que a produção de seus integrantes vai continuar avançando no próximo ano, situação que provavelmente pesará ainda mais nos preços.

Há expectativa que o Irã, por sua vez, eleve suas exportações de petróleo em cerca de 500 mil barris diários, assim que o Ocidente levantar as sanções impostas a Teerã, como parte do histórico acordo que visa limitar o programa nuclear iraniano.

“Os preços nas duas próximas semanas não serão indicativo da tendência de mais longo prazo para 2016. Os volumes vão continuar baixos, devido ao período de feriados”, comentou Daniel Ang, analista da Phillip Futures.

Segundo Daniel, os estoques dos EUA e as plataformas em operação no país deverão continuar caindo, mas os preços do petróleo poderão permanecer pressionados, uma vez que os EUA devem começar a exportar petróleo.

Recentemente, líderes no Congresso em Washington chegaram a um acordo para suspender a proibição às exportações de petróleo, que estava em vigor há quatro décadas.