04/12/2015

SEEM apoia a Rede Brasileira do Pacto Global na produção do “Caderno do Pacto – Clima”

A Rede Brasileira do Pacto Global lançou na última semana o “Caderno do Pacto – Clima”, que reúne informações de projetos do Grupo Temático de Energia e Clima com o objetivo de mobilizar a iniciativa privada a apoiar as metas que serão definidas na COP 21 em prol de uma efetiva economia de baixo carbono.

A publicação, que contou com a colaboração direta da Secretaria de Energia e Mineração, traz uma síntese de temas desenvolvidos em diversos setores da economia e servem de conexão e inspiração entre as empresas que já estão comprometidas com ações em prol do clima quanto aquelas que estão procurando uma fonte de informação.

“Participamos de grupos de trabalho junto aos diversos segmentos da sociedade para que na troca de informações e conhecimento fossem produzidas políticas públicas que atendam às necessidades da população. O nosso trabalho tem sido o de identificar e organizar as melhores práticas e sugerir propostas para a revisão de metas e readequação das diretrizes estabelecidas no Plano Paulista de Energia – PPE 2020”, afirma a assessora internacional da Secretaria de Energia e Mineração, Tania Ferreira, que trabalhou na produção do Caderno do Pacto.

Lançados pela ONU em setembro, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), serviram de base para a discussão sobre clima no âmbito das empresas, apresentando no documento, as boas práticas para inspirar novas ações. Repleto de dados, o Caderno do Pacto – Clima vem preencher uma lacuna que conecta os iniciantes aos iniciados no tema e atende as expectativas do setor privado brasileiro para a COP Paris, a 21ª Conferência do Clima da ONU, que está sendo realizada na capital francesa.

Expectativa brasileira

O Brasil lança 1,5 bilhão de toneladas de carbono por ano na atmosfera e espera diminuir isso com a meta anunciada pelo governo federal de reduzir em 37% as emissões até 2025.

Das emissões totais no mundo, 45% são de responsabilidade dos Estados Unidos e da China.

A comunidade internacional espera do Brasil um protagonismo na área, já que o país reúne boas condições de liderar a redução nas emissões: a matriz energética brasileira é, graças ao etanol e às hidrelétricas, a mais renovável do mundo. Água doce em abundância, alta incidência solar e boa velocidade de ventos permitem ao país adotar uma economia de baixa emissão de carbono.

Sobre o Pacto Global

Uma iniciativa desenvolvida pelo ex-secretário-geral da ONU, Kofi Annan, tem o objetivo de mobilizar a comunidade empresarial internacional para a adoção, em suas práticas de negócios, de valores fundamentais e internacionalmente aceitos nas áreas de direitos humanos, relações de trabalho, meio ambiente e combate à fome. Conta com a participação de agências das Nações Unidas, empresas, sindicatos, organizações não-governamentais e demais parceiros para a construção de um mercado global mais inclusivo e igualitário. São mais de 5.200 organizações signatárias articuladas por 150 redes ao redor do mundo.

A Rede Brasileira do Pacto Global representa no país o Pacto Global das Nações Unidas (UN Global Compact). Atuando em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), é hoje uma das maiores redes locais da iniciativa no mundo, com mais de 650 signatários. A gestão está a cargo de um comitê com 38 organizações de referência em sustentabilidade e empresas líderes em setores estratégicos para a economia brasileira.

Para acessar a íntegra do documento clique aqui