18/01/2016

Honda reduz emissão de CO² em 30% em fábrica de Sumaré

Em 2014 a Honda Brasil decidiu aceitar um novo desafio, até então inédito entre as fábricas mundiais da marca. Tendo como norte a missão mundial da Honda Automóveis, que é a redução da emissão de CO² na fabricação de carros e motos, a filial brasileira decidiu arriscar e usar energia renovável para reduzir em 30% as emissões de CO² da sua fábrica localizada em Sumaré, interior de São Paulo.

Através da construção de um parque eólico na cidade de Xangri-Lá (RS), os executivos viram uma oportunidade de investir em energia limpa e ao mesmo tempo implantar um projeto inédito no mercado de automóveis. Inaugurado em 26 de novembro de 2014, o primeiro parque eólico da Honda Energy do Brasil foi pioneiro no setor automotivo nacional e no grupo Honda no mundo. O investimento do parque foi de R$ 100 milhões próprios da Honda Brasil.

Em um ano de funcionamento, o empreendimento, que é composto por nove torres, gerou mais de 60.000 MW de energia limpa e já ajudou a reduzir mais de 8 mil toneladas de CO² (30%), muito além da meta inicial que era de 2,2 mil toneladas (20%). Segundo Carlos Eigi, presidente da Honda Energy do Brasil, a escolha da energia eólica foi estratégica para atingir os objetivos, pois a fonte tem um dos menores índices de emissão de dióxido de carbono.

“Por ser um projeto pioneiro, todo dia é um aprendizado. Os resultados no primeiro ano de funcionamento do parque superaram as expectativas e nos trouxeram um know-how significante para continuarmos com esse projeto”, afirmou Eigi.

A cidade de Xangri-Lá se destacou dentre fortes concorrentes para a implantação do parque no Brasil graças à sua proximidade com a fábrica de Sumaré (SP), os ventos constantes e a presença da subestação de Atlântida no terreno destinado às obras, o que reduziu o investimento em redes de transmissão.

A energia gerada em Xangri-Lá entra no Sistema Interligado Nacional (SIN) por meio da subestação Atlântida. O excedente gerado no parque é comercializado no mercado livre. O recorde diário de geração de energia foi registrado em 670 MW, enquanto a fábrica em Sumaré consome 240 MW por dia.

Carlos Eigi afirma que apesar do principal objetivo do projeto ser a redução do gás carbônico, o fator econômico também pesou na hora de planejar a construção do parque, “com esse empreendimento também teremos um declínio de 40% a 45% no custo financeiro de energia. Apesar de, normalmente, o payback dos investimentos na Honda ser de 3 anos e meio, no caso do parque eólico da Honda Energy, em Xangri-Lá, o tempo é de sete anos e meio. Mas o relevante para a empresa é reduzir as emissões de CO²”, garantiu o presidente.

Eigi ainda fala que com o sucesso do parque eólico “o sonho da nossa equipe é de expandir essa operação utilizando o conhecimento adquirido em Xangri-Lá. Estamos animados para o próximo ano (2016), e esperamos que o parque eólico inspire outros projetos do grupo Honda ao redor do mundo”. O parque eólico Honda ainda é o único do setor automotivo nacional a obter o Certificado de Energia Renovável cedido pela Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) e pela Associação Brasileira de Geração de Energia Limpa (Abragel).

Atualmente, a Honda possui o selo de Energia Renovável, que atenta que todos os produtos fabricados nessa planta são feitos com energia renovável.