14/01/2016

Programa de mobilidade elétrica da CPFL Energia amplia parceira com Instituto CCR

Acordo prevê uso de Renault Zoe na frota do Instituto e a instalação de um eletroposto em Jundiaí

A CPFL Energia e o Instituto CCR anunciaram acordo para ampliar a parceria entre as companhias visando incentivar o uso dos veículos elétricos no Brasil. O Instituto CCR incorporou à sua frota o Renault Zoe para uso administrativo e corporativo. De acordo com o diretor de Estratégia e Inovação da CPFL Energia, Rafael Lazzaretti, o anúncio é feito justamente no momento em que o governo federal elimina o imposto de importação sobre os veículos elétricos. Segundo ele, a parceria vai contribuir para o avanço nos testes para os diferentes tipos de uso dos veículos elétricos no país, além de incentivar a expansão da tecnologia.

A nova parceria com o Instituto CCR faz parte do Programa de Mobilidade Elétrica da CPFL Energia, um projeto de Pesquisa e Desenvolvimento  que estuda os impactos da utilização dos veículos elétricos financiado com recursos do programa de P&D da Agência Nacional de Energia Elétrica. A pesquisa, iniciada em 2013, receberá até R$ 21,2 milhões em investimentos até 2018, ano de sua conclusão. O acordo prevê a concessão, em regime de comodato, do Zoe pela CPFL Energia ao Instituto CCR, e a colocação de um eletroposto nas instalações da CCR em Jundiaí. Em contrapartida, o Instituto CCR compartilhará com a CPFL Energia os dados e as informações obtidas com o uso do veículo e irá realizar uma contribuição mensal às pesquisas desenvolvidas no âmbito do Programa de Mobilidade Elétrica.

Segundo Lazzaretti, a parceria permitirá que as pesquisas avancem nos estudos de um tipo diferente de perfil de usuário. Isso porque o Instituto CCR deve usar o veículo para o deslocamento de seus colaboradores entre as suas unidades espalhadas na região de Jundiaí e nas viagens para a sede da CCR na cidade de São Paulo. Além disso, o Instituto CCR será um dos principais usuários do eletroposto recém-instalado pela CPFL Energia, em parceria com a própria companhia, por meio da CCR AutoBAn, no Posto 67 da Rede Graal, na Via Anhanguera, km 67, pista no sentido Capital – Interior.  Futuramente, os usuários do Sistema Anhanguera-Bandeirantes também poderão contar com eletroposto na Rodovia dos Bandeirantes, no Posto Graal do km 56.

Esse é o quarto acordo de uso dos veículos elétricos firmado pela CPFL Energia no âmbito do Programa de Mobilidade Elétrica. A empresa já possui parcerias similares com a 3M e a Natura, que utilizam o Renault Kangoo em suas frotas de transporte logístico, e com a Unicamp, que recebeu um Renault Fluence no final de 2015 para uso da Reitoria. Os colaboradores do Instituto CCR também poderão recarregar o Renault Zoe em seus deslocamentos por Campinas. A cidade conta com dois eletropostos públicos em operação, sendo um localizado em frente à sede da CPFL Energia e um segundo na área externa do posto de serviços automotivos da Bosch.

Entre os temas que estão sendo estudados estão o impacto na rede elétrica e no planejamento da expansão do sistema, uso dos veículos elétricos como fonte de geração distribuída, os aprimoramentos regulatórios e legais, o ciclo de vida e reaproveitamento das baterias, estudo de tarifas e cobrança, a proposição de um modelo de negócios para a mobilidade elétrica no Brasil, além de outras questões relacionadas. Na primeira fase da pesquisa, foi possível concluir que os veículos elétricos são uma excelente opção para as pessoas que buscam economia. Os dados levantados pelo projeto mostram que o valor do quilômetro rodado de um automóvel a combustão é de aproximadamente R$ 0,28, ao passo que esse custo no veículo elétrico é de R$ 0,10, ou seja, quase um terço dos gastos com carro convencional.

Outra conclusão da primeira fase é de que a expansão dos veículos elétricos teria impacto pequeno na demanda por energia. As projeções iniciais da CPFL Energia apontam que o uso desta tecnologia ampliaria o consumo de energia entre 0,6% e 1,7% no Sistema Interligado Nacional em 2030, quando as previsões indicam que a frota de carros elétricos pode alcançar entre 5 milhões e 13,3 milhões de unidades.  O projeto conta, atualmente, com a parceria institucional do CPqD, da Unicamp, da Daimon, da portuguesa CEiiA, da Renault, da Natura, da 3M, da BYD, da ABB, da Rede Graal e do Instituto CCR.