28/01/2016

Subsecretário apresenta na Câmara Americana de Comércio linha de financiamento para energias renováveis

O subsecretário de Energias Renováveis, Antonio Celso de Abreu Junior, apresentou para especialistas em energia, clima e meio ambiente do Comitê de Energia da Amcham – Câmara Americana de Comércio, a participação das fontes renováveis na matriz energética brasileira e paulista e o que o estado de São Paulo está fazendo para incentivar sua ampliação.

Durante o encontro dessa quarta-feira, 27 de janeiro, Abreu Junior, destacou as fontes de financiamento existentes no Estado. “O alto custo para inserir as energias renováveis na matriz energética requer a adoção de políticas públicas. Há duas linhas de financiamento estaduais, na agência de fomento Desenvolve SP: uma de economia verde e outra para máquinas e equipamentos”, disse.

Ambas as linhas têm taxa de 0,53% ao mês e prazo que pode chegar a 120 meses.

COP 21

O Acordo de Paris da 21ª COP (Conferência das Partes), sinaliza mudanças que afetam competitividade, alertam os especialistas. Para eles, Governos e iniciativa privada devem apressar os investimentos em energias renováveis, com foco nas metas climáticas e também no desenvolvimento econômico, recomendam.

É preciso acelerar a redução de custos em energias renováveis e aumentar os investimentos na área. Grandes potências já estão nesse caminho, incentivando a mudança de perfil de sua indústria. Estados Unidos e China, por exemplo, têm enfatizado ciência e tecnologia, eficiência energética, painéis solares, veículos elétricos e estocagem de energia. No caso dos chineses, a indústria tem deixado de ser apenas manufatureira para ser mais tecnológica.

Companhias de todos os portes e segmentos devem buscar entender o acordo e se adaptar a ele. Benchmarking com outras organizações e utilizar programas oficiais para obter parâmetros, como o protocolo climático do estado, disponível no site da Secretaria de Meio Ambiente, também foi indicado pelos participantes.

Participaram Oswaldo Lucon, pesquisador do Instituto de Energia e Ambiente da USP e assessor de Energia e Mudanças Climáticas da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, e o subsecretário de Energias Renováveis, Antônio Celso de Abreu Junior, da Secretaria de Energia e Mineração do Estado de São Paulo.

“O Congresso está parado, mas deveria estar pensando em ratificar o acordo de Paris”, defende Lucon, referindo-se ao fato de que, para entrar em vigor em 2020, o Acordo de Paris deve ser ratificado por pelo menos 55 países responsáveis por 55% das emissões de gases de efeito estufa.