19/02/2016

Comgás encerra 2015 somando mais de 113 mil novos clientes

Em 2015, Companhia conectou 112 mil clientes residenciais e 1.128 comerciais; somente no quarto trimestre de 2015, Comgás ligou 15 indústrias, 264 comércios e 23 mil residências e registrou crescimento dos volumes de consumo residencial, comercial e cogeração

São Paulo, 18 de fevereiro de 2016 – A Companhia de Gás de São Paulo (Comgás) encerrou o ano de 2015 com mais de 113 mil novos clientes, dos quais 112 mil somente no mercado residencial. Considerando o número de UDA´s (Unidade Domiciliar Autônoma), que mede cada residência atendida com gás natural, o crescimento nos últimos 12 meses foi de 7,7%, atingindo 1.557.411 residências. São 1.083.743 medidores conectados, número que inclui condomínios com medidores coletivos que atendem vários clientes com um único medidor.

A Comgás também registrou alta no número de clientes comerciais e industriais. Foram 1.128 novos comércios conectados, um crescimento de 8,2% frente a 2014. Já o número de clientes industriais subiu 4,2%, saindo de 1.056 em 2014 para 1.100 ao final de 2015.

No quarto trimestre de 2015 (4T15), a Comgás registrou a conexão de 15 indústrias, 264 comércios e 23 mil residências. O crescimento dos volumes de consumo de gás natural para os segmentos residencial, comercial e cogeração foi de 1,6%, 3,0% e 3,2%, respectivamente.

“Enfrentamos um cenário desafiador em 2015 e a Companhia apresentou excelentes resultados operacionais e financeiros”, afirma o diretor-presidente e de Relações com Investidores da Comgás, Nelson Gomes.

“Em 2016, a Companhia vai prosseguir nessa evolução. Nossas equipes estão muito motivadas para prestar serviços cada vez melhores e a Companhia seguirá expandindo sua rede de distribuição, levando os benefícios e as soluções do gás natural com segurança, inovação e eficiência para um número ainda maior de clientes e entregando resultados para os nossos acionistas”, completa o diretor-presidente da Comgás.

Desempenho operacional

No mercado residencial, o volume de consumo de gás natural fechou o 4T15 com um crescimento de 1,6% comparado ao mesmo período de 2014. No entanto, o volume total distribuído no ano ficou estável em relação aos números de 2014. O volume foi impactado pela crise hídrica e parcialmente compensado pelo aumento do número de clientes nesse segmento.

No segmento comercial, a Comgás registrou no comparativo anual um crescimento de volume de 4,8%. No 4T15, a alta foi de 3% frente ao mesmo trimestre de 2014. Esta variação foi motivada pela ligação de 1.128 novos clientes ao longo de 2015 — 264 somente no 4T15. Esse resultado é consequência da expansão acelerada nesse segmento, a partir de iniciativas como a redução do tempo de conexão dos novos clientes, a conexão de estabelecimentos de menor porte — em especial do ramo de gastronomia onde já há rede construída — e o desenvolvimento de novas aplicações para o gás natural: o uso em fornos de pizzarias, a refrigeração comercial e a geração de energia na ponta, entre outras.

O mercado de cogeração teve um consumo 3,2% maior no comparativo trimestral entre os anos de 2014 e 2015, reflexo do aumento de demanda no segmento comercial em função do custo elevado da energia elétrica, fazendo com que algumas empresas passassem a gerar energia além do horário de ponta. No acumulado do ano, comparando 2014 e 2015, o volume anual caiu 2,4%, por conta de paradas para manutenções preventivas em alguns clientes.

Como reflexo da desaceleração econômica, o segmento industrial registrou em 2015 uma queda no volume de consumo de gás natural de 5,6%, na comparação com 2014, e de 10,3% no 4T15 na comparação com o mesmo período de 2014. As maiores quedas registradas nesse segmento foram nos setores têxtil, siderúrgico e automotivo. O setor siderúrgico foi impactado pela redução da produção de aço, enquanto a queda nas vendas no segmento automotivo/pneumático teve efeito sobre toda a cadeia produtiva, reduzindo suas demandas e, por consequência, o consumo de gás natural. O segmento industrial foi responsável por 66% do volume total distribuído no ano.

No segmento automotivo, a queda foi de 11,1% no comparativo anual e de 10,8% no 4T15 em relação ao 4T14. Um dos motivos é a renovação da frota nos últimos anos, que retirou do mercado grande parcela dos veículos que consumiam gás natural. Houve um crescimento de 8% no número de conversões de veículos para GNV de 2014 para 2015, em função do aumento de competitividade do GNV em relação aos combustíveis líquidos e de ações da Comgás na promoção desse segmento.

Em termogeração (processo de obtenção de energia elétrica a partir da queima do gás), houve uma variação negativa de 15% do volume despachado no comparativo do 4T15 com o mesmo período de 2014. O motivo está relacionado ao menor despacho termoelétrico, conforme definido pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

Desempenho financeiro

A receita líquida da Comgás atingiu R$ 6,6 bilhões no ano, 3,3% acima de 2014 e R$ 1,6 bilhões no 4T15, 2,4% maior que o mesmo período do ano anterior. Os ajustes nas tarifas de vendas — conforme deliberações da Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp) — tiveram reflexo na receita líquida da Comgás. O mix de vendas também foi melhor, refletindo o crescimento da participação dos segmentos residencial e comercial, e a queda mais acentuada nas vendas nos segmentos, automotivo e industrial.

O EBITDA, normalizado pela conta corrente regulatória foi de R$ 314 milhões no 4T15, 2,9% inferior em relação ao 4T14, e R$ 1,378 bilhões no ano, 5,7% superior a 2014. O crescimento anual foi justificado pelo ajuste das tarifas, pelo melhor mix de venda e pelo controle das despesas operacionais ao longo do ano. No comparativo trimestral, a queda no volume e o crescimento das despesas operacionais impactaram o resultado.

Os investimentos da Comgás totalizaram R$ 521 milhões no ano, sendo R$ 139 milhões no último trimestre, em linha com o plano de investimentos aprovado pela Companhia. Em 2015, 73% do investimento foi destinado à expansão da rede de distribuição de gás e foram adicionados mais de 1.200 quilômetros de rede (270 quilômetros no 4T15), com a conexão de 113 mil novos clientes. Dentre os projetos realizados destacam-se as expansões no bairro Campo Limpo, em São Paulo, e nos municípios de Jundiaí, Osasco, Guarulhos, Suzano, Santo André, Taubaté e São José dos Campos.

Os custos de gás e transporte, excluído o custo de construção, caíram 7,2%. Foram impactados pelo menor volume distribuído no trimestre e pela queda no preço do petróleo ao longo do ano. O custo do gás boliviano em dólares apresentou redução significativa na comparação com o 4T14, uma vez que o preço do petróleo caiu na comparação entre períodos. Parte desta queda foi compensada pela variação cambial e pelos recentes aumentos no custo do gás nacional. No ano, o crescimento foi de 3,9%, totalizando R$ 4,6 bilhões, impactado principalmente pela variação cambial e pelos aumentos do custo do gás nacional.

As despesas com vendas, gerais e administrativas da Comgás totalizaram R$ 142 milhões no trimestre 4T15, com variação de 10,8%, e foram de R$ 487 milhões no acumulado no ano, apresentando crescimento de 6,4% em relação a 2014. Este crescimento foi menor que a inflação no período, em um indicativo do compromisso da Companhia com o controle das despesas.

O lucro líquido normalizado pela conta corrente regulatório foi de R$ 179,6 milhões no 4T15 (R$ 240,5 milhões em IFRS), resultado 4% acima quando comparado ao 4T14. No ano de 2015, o lucro líquido normalizado totalizou R$ 619,7 milhões (R$ 698,9 milhões em IFRS), um aumento de 13% em relação a 2014.

Em dezembro de 2015, a Comgás concluiu a quarta emissão de debêntures não conversíveis, enquadrada na lei nº 12.431/11, artigo 2º (debentures de infraestrutura). A procura pelos papéis foi 1,5 vezes a oferta inicialmente pretendida. Os recursos dessa operação serão utilizados para complementar o programa de financiamento da expansão da rede de distribuição de gás natural canalizado até 2018. Os recursos beneficiarão projetos de expansão, suporte e tecnologia em andamento.

O endividamento líquido apresentou uma queda de 34,9% em comparação a dezembro de 2014, justificado principalmente pela forte geração de caixa no ano.

Nova marca

A Comgás adotou uma nova marca em 1º de fevereiro deste ano. Desenvolvido em um trabalho conjunto entre a Comgás e a consultoria Marcas com Sal, o novo logo foi inspirado no círculo, forma geométrica mais presente no universo do gás. O quadrado da marca anterior foi eliminado. A principal novidade é a letra “A” estilizada, que representa a chama. A escrita passou a ser em caixa baixa. As cores básicas da marca anterior — o azul e o verde — são preservadas, mas em tons mais vibrantes.

Mais do que uma mudança de logo, a nova identidade visual representa uma evolução na essência da Companhia e um novo posicionamento no mercado, traduzindo os objetivos, os valores e a cultura da empresa, que trabalha para ser a melhor alternativa energética para as pessoas, as empresas e a sociedade, oferecendo serviços e soluções que antecipam o futuro.

O posicionamento reflete a personalidade da Comgás, formada por profissionais inquetos, interessados e que buscam ser impecáveis, com uma execução sem falhas, para elevar o padrão de segurança e de tecnologia de todo o setor.

Sobre a Comgás

A Companhia de Gás de São Paulo (Comgás) — Bovespa: CGAS3 e CGAS5, Reuters: CGAS3.SA e CGAS5.SA e Bloomberg: CGAS3:BZ e CGAS5:BZ — trabalha para ser a melhor alternativa energética para as pessoas, as empresas e a sociedade, oferecendo serviços e soluções que antecipam o futuro.

Com fornecimento ininterrupto e assistência especializada 24h, a Comgás atende mais de 1,5 milhão de clientes em sua área de concessão no estado de São Paulo: a Região Metropolitana de São Paulo, a Região Administrativa de Campinas, a Baixada Santista e o Vale do Paraíba.

A Companhia possui cerca de 13 mil quilômetros de rede de distribuição em 80 municípios, abastecendo com gás natural os segmentos industrial, comercial, residencial e automotivo, além de viabilizar projetos de cogeração e fornecer gás para usinas de termogeração.