24/02/2016

Consumo de gás natural cresce em dezembro nos segmentos comercial, cogeração e GNV

Alta em dezembro frente a novembro é de 5,5% em cogeração, 3,1% no segmento comercial e 3,3% no automotivo.

No último mês de 2015 foram consumidos 70,19 milhões de metros cúbicos/dia de gás natural contra 78,40 milhões de metros cúbicos/dia no mesmo mês do ano anterior. Os dados são de levantamento estatístico da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás). O consumo de gás natural no País caiu 10,5% em dezembro de 2015 na comparação com o mesmo mês de 2014.

O segmento industrial registrou uma retração de 12,2% em dezembro de 2015 na comparação com o mesmo período do ano anterior — e esse número foi atenuado pela inclusão do volume comercializado pela Companhia Pernambucana de Gás (Copergás) à Refinaria Abreu Lima (RNEST), cujo faturamento estava em negociação com a Petrobras e foi regularizado em novembro por um acordo entre as partes, o que também contribuiu para melhorar o resultado do segmento no acumulado do ano, um crescimento de 1,2%.

“O mercado foi profundamente impactado pela queda da produção industrial e pela desaceleração da economia em 2015. É importante que o Brasil esteja preparado para a retomada do crescimento econômico e o gás natural é um insumo estratégico por ser uma fonte de energia versátil e mais limpa. O País precisa de políticas que fortaleçam o mercado de gás natural, ampliando a oferta desse energético a preços competitivos, estimulando novos investimentos, especialmente nos segmentos industrial, de cogeração e automotivo”, afirma o presidente executivo da Abegás, Augusto Salomon.

O segmento de cogeração apresentou crescimento de 5,5% em dezembro ante o mesmo período do ano anterior.

“O interesse pela cogeração vem crescendo no Brasil, principalmente por conta do alto custo das tarifas de energia elétrica. Em um cenário em que o País precisa diversificar sua matriz energética, o setor de gás natural pode prestar relevante contribuição se houver um estímulo a projetos de geração distribuída e cogeração a gás natural, com ganhos econômicos e ambientais”, completa Salomon.

O segmento comercial apresentou crescimento em dezembro: 3,1% na comparação com novembro de 2015; e de 2% frente a dezembro de 2014. No acumulado do ano, o crescimento foi de 2,9%, reflexo dos investimentos das empresas distribuidoras em expansão da rede e captação de novos clientes.

No segmento residencial, o crescimento em dezembro foi de 6,5% na comparação com o mesmo período do ano anterior, resultado do investimento das distribuidoras em expansão das redes de distribuição. Ante novembro, o segmento residencial apresentou ligeira retração de 0,5%, por conta da sazonalidade do período — a elevação das temperaturas reduz o consumo de gás natural na aplicação aquecimento de água para banho. No acumulado do ano, o consumo manteve-se praticamente estável.

Já o segmento automotivo continua confirmando a recuperação iniciada no último trimestre do ano, com um crescimento de 3,3%.

“Estudo realizado no início deste ano pela Abegás aponta que economia proporcionada pelo Gás Natural Veicular (GNV) é igual ou superior a 50% em comparação com o etanol em 16 estados brasileiros e, frente à gasolina, em seis estados. O Brasil precisa incentivar mais o GNV. Além de mais econômico, o energético é um forte indutor de políticas ambientais, reduzindo o volume de emissões de CO2 nas cidades. O GNV emite 20% menos poluentes que a gasolina e 15% a menos que o etanol”, destaca o presidente executivo da Abegás.

A geração elétrica utilizando gás natural apresentou retração de 14,5% na comparação com o mesmo período de 2014, refletindo a redução da demanda por energia elétrica do país — outro indicador da desaceleração da economia.

Destaques consumo regional de gás natural em dezembro

Na região Sudeste, os segmentos comercial, automotivo e residencial apresentaram crescimento de 4,5%, 2% e 0,8%, respectivamente.

Na região Sul, destaque para o segmento automotivo, com alta de 8,4%.

No Nordeste, o segmento automotivo teve um crescimento de 5,6%.

Na região Norte, o segmento comercial cresceu 7,1%.

No Centro-Oeste, os segmentos residencial e comercial registraram variação positiva de 11,1% e 10,8%, respectivamente.